Governo do Estado do Espírito Santo
30/01/2026 16h57

Defa prende três integrantes de organização criminosa que aplicava golpe do bilhete premiado

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia Especializada de Crimes de Defraudações e Falsificações (Defa), subordinada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), prendeu, no último dia 21, um homem de 36 anos, e duas mulheres, de 24 e 37 anos, investigados por integrarem uma organização criminosa responsável pela aplicação do golpe do bilhete premiado.

Em novembro de 2025, o grupo atuou no Espírito Santo e causou um prejuízo total de R$ 202 mil a, pelo menos, três vítimas de estelionato. Após serem identificados, os suspeitos retornaram ao Estado para aplicar novos golpes e foram presos por policiais civis da Defa, no bairro Jardim da Penha, em Vitória.

Outras informações serão repassadas em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (29), na Chefatura da Polícia Civil, em Vitória.

Segundo o adjunto da Defa, delegado Jonathan Lana, a investigação teve início a partir do registro de três boletins de ocorrência. Com base nos dados levantados, a equipe policial identificou o veículo utilizado nos crimes e os autores envolvidos.

“Identificamos outros três autores participando do golpe em um esquema de rodízio, com alternância de equipes. A partir disso, ficou caracterizada a atuação de uma organização criminosa”, explicou o delegado.

Com o avanço das investigações, os suspeitos passaram a ser monitorados. No mês de janeiro, a Defa identificou que o grupo havia retornado ao Espírito Santo, repetindo o mesmo modo de atuação registrado em novembro.

“Assim que tomamos conhecimento, realizamos a abordagem e localizamos um documento falso utilizado na prática criminosa, além de um aparelho telefônico empregado em um dos golpes”, detalhou Jonathan Lana.

As apurações apontaram três vítimas, todas idosas, com idades entre 73 e 84 anos. O primeiro caso foi registrado em novembro, no bairro Jardim da Penha, em Vitória. Os outros dois ocorreram no bairro Praia da Costa, em Vila Velha. Uma vítima, de 81 anos, teve prejuízo de R$ 3 mil; outra, de 84 anos, perdeu R$ 70 mil; e a terceira, de 73 anos, chegou a perder R$ 129 mil.

“De acordo com a investigação, o golpe era aplicado em etapas. Na fase inicial, uma mulher, aparentando ser religiosa e oriunda do interior, abordava a vítima utilizando nome falso e perguntava sobre a localização de um escritório de advocacia. Em seguida, um segundo estelionatário se aproximava e passava a conversar de forma amistosa com ambas”, disse o delegado.

Durante a conversa, a suspeita afirmava ter um bilhete premiado e dizia ter ido à capital para resolver a situação. O segundo indivíduo se apresentava como médico e oferecia ajuda, alegando conhecer um suposto funcionário de um banco federal.

Na ligação telefônica, um terceiro integrante confirmava falsamente que o bilhete estaria premiado no valor de R$ 3 milhões, informando que seriam necessárias duas testemunhas para a liberação do prêmio, devido à falta de documentação.

“Convencida, a vítima era induzida a entrar no veículo dos suspeitos, dando início à segunda etapa do golpe. Durante o trajeto, os criminosos reforçavam a narrativa, afirmando que o prêmio teria origem no jogo do bicho e que, por motivos religiosos, a suposta ganhadora não poderia receber o dinheiro, sugerindo que a vítima ficasse com o valor”, contou Lana.

Nesse momento, os suspeitos solicitavam à vítima algum bem ou quantia em dinheiro como garantia da transação. O dinheiro da vítima era então entregue aos criminosos sob a falsa promessa de retorno com o valor do prêmio.

“Na última etapa, após o saque dos valores, os golpistas criavam uma justificativa para o atraso no pagamento, afirmando que o dinheiro seria liberado em até dois dias após procedimentos jurídicos. Em alguns casos, a suspeita simulava uma distração, como pedir à vítima para comprar um absorvente, e o grupo fugia do local”, completou o delegado.

Os três detidos foram indiciados pelo crime de organização criminosa e estelionato. As investigações continuam com o objetivo de identificar e responsabilizar outros envolvidos.

 

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