Governo do Estado do Espírito Santo
18/05/2026 16h29

Operação Escobar: PCES e PCERJ prendem, no Rio de Janeiro, um dos criminosos mais procurados do Espírito Santo

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), em ação conjunta com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), deflagrou, na última sexta-feira (16), a Operação “Escobar” e prendeu um homem de 38 anos apontado como um dos criminosos mais procurados do Espírito Santo. A captura ocorreu no Estado do Rio de Janeiro. A ação contou ainda com apoio do Ministério Público do Espírito Santo (MPES). 

A operação envolveu equipes da Superintendência de Inteligência e Ações Estratégicas (SIAE), da Divisão de Inteligência, do Centro de Inteligência e Análise Telemática e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), além da 132ª Delegacia de Polícia de Arraial do Cabo, da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ).

Os detalhes da prisão foram divulgados em coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (18), na Chefatura da Polícia Civil, em Vitória.

O delegado-geral da PCES, Jordano Bruno, destacou que a prisão é resultado de um trabalho integrado de inteligência e investigação realizado ao longo de aproximadamente dois meses. Segundo ele, o investigado era considerado um dos principais fornecedores de drogas para o Primeiro Comando de Vitória (PCV), especialmente na região do bairro da Penha, em Vitória. 

“Trata-se de um alvo extremamente representativo para a Segurança Pública capixaba. Era apontado como um dos maiores fornecedores de drogas para o Primeiro Comando de Vitória e exercia um papel estratégico na ligação entre o PCV e o Comando Vermelho, no Rio de Janeiro”, afirmou. 

O delegado-geral explicou que o suspeito estava foragido há cerca de três anos e vinha se escondendo na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, área dominada pelo Comando Vermelho. 

Conforme as investigações, ele teria recebido apoio logístico da facção criminosa carioca em razão da aliança existente entre os grupos criminosos. “As equipes aproveitaram o momento em que ele deixou a Rocinha e passou a se estabelecer na Região dos Lagos, em uma residência de padrão mais elevado. Foi uma operação extremamente técnica, precisa e cirúrgica. Não houve troca de tiros e ninguém ficou ferido”, ressaltou. 

Ainda de acordo com o delegado-geral, a prisão demonstra a capacidade operacional da Polícia Civil capixaba em localizar e capturar integrantes de organizações criminosas mesmo fora do Espírito Santo. “Qualquer faccionado envolvido com organizações criminosas em solo capixaba será localizado, ainda que esteja escondido em outros estados ou em regiões dominadas pelo tráfico. A Polícia Civil tem capacidade de chegar em qualquer lugar do Brasil”, enfatizou. 

Ele também agradeceu o apoio do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), especialmente do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), destacando a importância da integração entre as instituições.

O delegado Augusto Giorno do Centro de Inteligência e Análise Telemática afirmou que o investigado possuía perfil estratégico dentro da organização criminosa e atuava como elo entre fornecedores de drogas do Rio de Janeiro e integrantes da facção no Espírito Santo. “Ele tinha um perfil discreto e estratégico. Era uma pessoa que aparecia pouco, mas exercia função importante na conexão entre o tráfico do Rio de Janeiro e o Espírito Santo. Utilizava uma ampla rede de contatos para abastecer comunidades dominadas pela facção”, explicou. 

Segundo o delegado, o investigado já havia sido alvo de operações anteriores relacionadas ao tráfico de drogas e sua prisão representa uma resposta importante no combate às organizações criminosas. “A prisão representa não apenas a retirada de um importante fornecedor de drogas das ruas, mas também uma quebra nessa conexão entre facções criminosas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo”, destacou. 

O delegado Anderson Pimentel, também do Centro de Inteligência e Análise Telemática, afirmou que o investigado ocupava posição de destaque dentro da facção criminosa, especialmente na área financeira e logística. “Ele tinha função estratégica dentro da organização criminosa. Atuava na contabilidade do tráfico e fazia a ponte com grandes fornecedores de drogas. Era considerado um dos maiores fornecedores de entorpecentes do Estado”, disse. 

Ainda segundo o delegado, o suspeito tentava manter uma aparência discreta para evitar chamar atenção das forças de segurança. “Ele procurava manter uma rotina aparentemente lícita, tentando passar despercebido, mas continuava atuando de forma oculta no fornecimento de drogas e na articulação entre facções criminosas”, pontuou. 

O coordenador da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), delegado André Costa, explicou que a atuação da unidade envolveu tanto o apoio operacional quanto o trabalho de inteligência para localização precisa do investigado. “A Core foi acionada para realizar a identificação exata do local onde o indivíduo estava escondido. A partir disso, foi feito todo o planejamento operacional para garantir uma captura segura e sem danos colaterais”, informou.  

Segundo ele, o suspeito estava vivendo de forma aparentemente comum na Região dos Lagos, tentando se desvincular visualmente das práticas criminosas. “Ele buscava levar uma vida aparentemente desconectada da criminalidade, tentando permanecer abaixo do radar. No entanto, já vinha sendo monitorado pelas equipes de inteligência”, relatou. 

O delegado André Costa ressaltou ainda que lideranças criminosas foragidas fora do Espírito Santo seguem sendo prioridade para a Polícia Civil. “Nenhuma liderança criminosa ficará imune à atuação da Polícia Civil, ainda que esteja escondida em outros estados ou em comunidades dominadas pelo tráfico. Mais cedo ou mais tarde, essas lideranças serão localizadas e levadas à Justiça”, garantiu. 

Operação Escobar - O nome da operação faz referência ao narcotraficante colombiano Pablo Escobar, em razão do papel estratégico exercido pelo detido, na operação, no fornecimento de drogas em larga escala para organizações criminosas que atuam no Espírito Santo. Segundo as investigações, ele era apontado como um dos principais articuladores do abastecimento de entorpecentes para integrantes do Primeiro Comando de Vitória (PCV), além de manter ligação com criminosos do Comando Vermelho, no Rio de Janeiro.

 

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