A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia Especializada de Pessoas Desaparecidas (DEPD), deflagrou, no dia 21 de abril, a Operação “Invisíveis”, com o objetivo de apurar o desaparecimento de Marcos Vinícius Lopes Rodrigues, de 35 anos, ocorrido no dia 16 de março, no bairro Praia do Suá, em Vitória.
Durante a ação, dois suspeitos foram presos, e o corpo da vítima foi localizado enterrado em uma área de vegetação de eucalipto, nas proximidades do novo contorno de Jacaraípe, na Serra.
Outros detalhes da investigação foram divulgados em coletiva de imprensa realizada nessa quarta-feira (29), na Chefatura da Polícia Civil, em Vitória.
Segundo o titular da DEPD, delegado Tarcísio Otoni, os suspeitos de envolvimento no crime são funcionários de uma empresa de vigilância patrimonial privada. De acordo com a dinâmica apurada, eles se reuniram previamente e decidiram sequestrar a vítima, que vivia em situação de rua.
Ao encontrarem Marcos Vinícius na Praia do Suá, os indivíduos o abordaram e o colocaram dentro de um veículo pertencente à empresa. Durante o trajeto entre os municípios de Vitória e Serra, a vítima foi espancada.
As investigações apontaram que a motivação do crime foi vingança, com o objetivo de cessar reclamações feitas por condomínios atendidos pela empresa.
“A vítima tinha histórico de pequenos furtos na região. As investigações indicam que ela mantinha essa prática para sustentar o vício em drogas. Em razão disso, o grupo decidiu retirá-la da região e assassiná-la em outro município”, detalhou o delegado.
Ainda de acordo com a apuração, não houve utilização de arma de fogo no homicídio, sendo o crime cometido por meio de espancamento, com a participação de oito indivíduos.
Durante a operação, foram apreendidos simulacros de arma de fogo utilizados na abordagem da vítima, localizados nas residências de alguns suspeitos e nos armários dos vigilantes na sede da empresa.
Além disso, dois suspeitos foram detidos, um em sua residência e outro na empresa onde trabalhava. Os demais seis envolvidos foram identificados e a DEPD aguarda a tramitação de decisões judiciais.
Os veículos utilizados no crime, bem como motocicletas, também foram apreendidos. Durante a perícia no carro, foram identificadas manchas de sangue.
“Os funcionários da empresa possuem a função de rondista, com o dever de verificar movimentações suspeitas e acionar a Polícia Militar, se necessário. No entanto, nesse caso, decidiram fazer justiça com as próprias mãos”, destacou o delegado.
O delegado ressaltou ainda que a mãe da vítima percebeu o desaparecimento, já que tinha o hábito de levar comida ao filho diariamente. No dia do crime, ao não o encontrar, procurou a polícia.
“Não é necessário aguardar 24 horas. Qualquer sinal ou indício de desaparecimento já é suficiente para que a polícia seja acionada e inicie as buscas”, enfatizou.
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