Governo do Estado do Espírito Santo
13/02/2026 14h44

DFRV deflagra Operação ‘Placa Fantasma’ para combater adulteração de placas de veículos

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), com o apoio da Guarda Civil Municipal da Serra, deflagrou, na última segunda-feira (09), a Operação “Placa Fantasma”, com o objetivo de cumprir sete mandados de busca e apreensão no município da Serra. A ação é um desdobramento de investigações que apuram a atuação de indivíduos suspeitos de utilizar uma empresa credenciada ao Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran|ES) para realizar adulterações em placas de veículos.

Durante a operação, um casal foi preso em flagrante no bairro Planície da Serra. O homem de 24 anos e a mulher de 25 anos foram autuados por adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Aproximadamente 7 mil arquivos digitais foram apreendidos e serão analisados no curso das investigações.

Os detalhes da operação foram apresentados em coletiva de imprensa realizada nessa quinta-feira (12), na Chefatura da Polícia Civil, em Vitória. Segundo o titular da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), delegado Luiz Gustavo Ximenes, as investigações tiveram início no dia 29 de maio de 2025, após a prisão de um indivíduo suspeito de envolvimento com o esquema criminoso. A partir desse fato, a equipe iniciou levantamentos de inteligência, com campanas e diligências investigativas, em parceria com a Guarda Municipal da Serra.

Durante a apuração, foi identificado que um segundo investigado teria assumido a função de distribuição das placas adulteradas. Com base nos elementos reunidos, foi instaurado inquérito policial por meio de portaria, sendo representado ao Poder Judiciário pelos mandados de busca e apreensão, que foram deferidos e cumpridos nesta semana.

As investigações apontam que o grupo encomendava placas veiculares em branco, do tipo motocicleta, oriundas do Estado de São Paulo. "O material era enviado para a residência da investigada e, posteriormente, encaminhado a uma empresa credenciada ao Detran|ES, onde uma funcionária realizava a estampagem irregular das placas. Após a adulteração, as placas eram utilizadas para equipar motocicletas com restrição de furto ou roubo, que eram colocadas novamente em circulação", explicou Ximenes.

A Polícia Civil já oficiou os Correios e recebeu a confirmação de que, desde janeiro de 2025, encomendas contendo placas vinham sendo enviadas ao Espírito Santo, especificamente ao endereço vinculado aos investigados. O volume exato de placas ainda está sendo apurado. Também foi solicitado apoio à Superintendência Regional do Trabalho, que informou que os investigados declaravam renda mensal incompatível com o padrão de vida ostentado nas redes sociais, o que reforça os indícios de atividade ilícita.

De acordo com o supervisor Vianna, da Guarda Civil Municipal da Serra, a corporação foi acionada para prestar apoio operacional ao cumprimento dos mandados. “A integração entre as forças de segurança foi fundamental para o êxito da operação. Atuamos de forma coordenada com a Polícia Civil, contribuindo para o fortalecimento da segurança pública no município”, destacou.

As investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar o impacto do esquema criminoso, que pode ter contribuído para a circulação de veículos adulterados na Região Metropolitana.


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