Projetos e Ações

Papo de Responsa

O Programa Papo de Responsa foi criado por policiais civis do Rio de Janeiro. Em 2013, a Polícia Civil do Espírito Santo, por meio de policiais da Academia de Polícia (Acadepol) capixaba, conheceu o programa e, em parceria com a polícia carioca, trouxe para o Estado.


O ‘Papo de Responsa’ é um programa de educação não formal que – por meio da palavra e de atividades lúdicas – discute temas diversos como prevenção ao uso de drogas e a crimes na internet, bullying, direitos humanos, cultura da paz e segurança pública, aproximando os policiais da comunidade e, principalmente, dos adolescentes.


O projeto funciona em três etapas e as temáticas são repassadas pelo órgão que convida o Papo de Responsa, como escolas, igrejas e associações, dependendo da demanda da comunidade. No primeiro ciclo, denominado de “Papo é um Papo”, a equipe introduz o tema e inicia o processo de aproximação com os alunos. Já na segunda etapa, os alunos são os protagonistas e produzem materiais, como músicas, poesias, vídeos e colagens de fotos, mostrando a percepção deles sobre a problemática abordada. No último processo, o “Papo no Chão”, os alunos e os policiais civis formam uma roda de conversa no chão e trocam ideias relacionadas a frases, questões e músicas direcionadas sempre no tema proposto pela instituição. Por fim, acontece um bate-papo com familiares dos alunos, para que os policiais entendam a percepção deles e também como os adolescentes reagiram diante das novas informações.

 

“Homem que é Homem”

Lançado em 2015 e idealizado por psicólogas e assistentes sociais da Polícia Civil, o projeto “Homem que é Homem” foi desenvolvido para reflexão e responsabilização de homens autores de violência doméstica. A ação tem por objetivo contribuir para a redução do índice de reincidência de violência contra a mulher.


Para isso, homens agressores que foram denunciados nos Distritos Policiais de Atendimento à Mulher são convocados a participar de um ciclo de palestras com temas voltados para a desconstrução de ideias sexistas e machistas, a fim de estimular formas pacíficas de lidar com os conflitos.


As reuniões acontecem uma vez por semana e totalizam cinco encontros, incluindo a de apresentação do projeto. Estes homens participam de encontros organizados por uma equipe psicossocial da Polícia Civil. O primeiro encontro acontece por meio de intimação judicial, mas, depois, a permanência e frequência aos outros quatro encontros é voluntária. Em cada reunião são apresentadas conceitos para uma cultura de respeito e não violência.

 

Projeto “Meu Parto”

Com o objetivo de assistir as policiais civis durante toda a gravidez, inclusive durante o parto e no período pós-parto, a Polícia Civil, por meio da Divisão de Promoção Social (DPS), criou o projeto “Meu Parto”, lançado em maio de 2016.

As atividades oferecidas pelo “Meu Parto” são várias, entre elas a oferta de atendimento psicológico para os dependentes diretos das policiais civis e a realização de oficinas com temas relevantes sobre gestação como: “Descobrir-se grávida”, “Bem vinda à maternidade”, “Aspectos Nutricionais na gestação”, “Cuidados com a pele e o corpo”, “Consciência Corporal”, “Cuidados com a mamãe e o bebê”, “Amamentação”, “Preparação para o parto”.

Segundo as idealizadoras do projeto e psicólogas da Polícia Civil, Nathalia Vieira e Maria Teresa Borges, a ideia surgiu a partir da necessidade de se pensar na importância do bem estar psíquico e social das policiais, tendo em vista que, atualmente, a Polícia Civil conta com um grande número de policiais mulheres que desempenham atividades diversas. “O projeto está em consonância com as atividades já desenvolvidas pela DPS no âmbito da saúde e da valorização dos servidores policiais civis”, ressaltou Nathalia.

Maria Teresa informou que para o momento do parto, o projeto oferece um serviço de acompanhamento, que visa a dar suporte físico, psíquico e emocional à mulher em trabalho de parto. “Além disso, após o nascimento do bebê, nós realizamos uma visita com o objetivo de auxiliar a mãe nos primeiros cuidados e com orientações quanto às dúvidas que surgirem”, complementou.

Programa de Reflexão de Aposentadoria (PRA)

 Desenvolvido pela Divisão de Promoção Social (DPS) da Polícia Civil, o programa tem como objetivo contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos policiais que estão se preparando para a aposentadoria. O Programa de Reflexão para Aposentadoria (PRA) conta com orientação previdenciária, planejamento financeiro, além de reflexões sobre saúde e projeto de vida saudável na aposentadoria.

 

Coral Domingos Martins

Há 10 anos, o Coral vem enaltecendo a Polícia Civil com as suas belas apresentações, trazendo para o policial uma vivência musical e de desenvolvimento pessoal e cultural.

Atualmente, o Coral está sob a regência do Maestro Alessandro Santana, que também é cantor lírico e integrante como professor e cantor no coro sinfônico da Faculdade de Música do Espírito Santo "Maurício de Oliveira" (Fames).


Os ensaios acontecem às terças-feiras, das 9h30 às 10h30, no auditório Eduardo Ponzo Peres, na Chefatura da Polícia Civil, em Vitória. Podem participar do Coral policiais civis da ativa e aposentados, bem como parentes diretos do policial, como pai, mãe, filhos, cônjuge e servidores de outros órgãos públicos mediante ciência da Divisão de Promoção Social (DPS). Os outros casos de ingresso de coralistas serão analisados pela Coordenação do Coral.

 

Internet Segura para Adolescentes

O ‘Internet Segura para Adolescentes’ foi criado em 2006 para prevenir e reduzir o número de adolescentes que praticam e sofrem crimes eletrônicos. O projeto surgiu após a constatação dos altos índices de crianças e adolescentes envolvidos em crimes virtuais. Desde sua criação mais de 318 mil crianças e adolescentes de 148 escolas da rede pública e privada foram beneficiados com o projeto.

 

As ações se dão por meio de palestras em escolas mostrando os riscos e as armadilhas da Internet, bem como demonstrando que muitas das condutas dos adolescentes no mundo virtual poderiam caracterizar um ato infracional, com previsão legal de punição no Estatuto da Criança e do Adolescente.

 

Visão legal - Nova chance de voltar a enxergar

Inscrito na categoria Resultados para a Sociedade e desenvolvido e executado por uma equipe de profissionais que atuam no Departamento Médico Legal (DML) de Vitória, em parceria com funcionários do Banco de Olhos do Hospital Cassiano Antônio Moraes – HUCAM, desde o ano de 2002, o projeto Visão Legal conseguiu zerar a fila de transplantes de córneas do Estado e ainda permitiu fornecer material para outros Estados do país.

 

Delegacia Online

A implantação do projeto Delegacia Online foi lançada em maio de 2013 pelo Governo do Estado. O software instalado nas delegacias possibilita a digitalização de boletins de ocorrência e inquéritos policiais instaurados pela Polícia Civil do Espírito Santo, gerando mais agilidade no atendimento de ocorrências nas delegacias com o auxílio da tecnologia.

Gás Legal

Desenvolvido desde 2009 pela Delegacia do Consumidor (Decon) o projeto Gás Legal foi criado para coibir a clandestinidade da revenda de gás no Espírito Santo. A iniciativa também previne acidentes aos vizinhos dos estabelecimentos devido à alocação errada dos recipientes; previne os acidentes domésticos aos consumidores provocados pelas falhas do engarrafamento e estocagem e inibe a evasão de receitas provocada pela não emissão de nota fiscal.

 

Para a execução do projeto foi feito um trabalho de inteligência policial, em conjunto com entidades parceiras, no qual foi criado um banco de dados com o cadastro de todas as revendedoras de gás do Estado.

Forensis: Gerenciamento de Dados da Toxicologia Forense

O projeto implantado no laboratório de Toxicologia do Departamento Médico Legal (DML) deu mais agilidade à emissão dos laudos confeccionados pelo laboratório. O foco inicial do Forensis foi desenvolver um trabalho para levantar dados do uso de álcool em vítimas de morte violenta no trânsito.

Para isso, foi criado um software para armazenar todos os laudos que seriam emitidos. Diante da possibilidade de aumentar a funcionalidade desse programa, atualmente, ele é usado também em pesquisas para por detentos, ou seja, dados que remetem a questão do uso de drogas e também da violência.  

Outro benefício do software é a elaboração de estatísticas sobre a presença de drogas no universo da violência no Estado. Sendo assim, além de dar entrada na solicitação do exame e gerar o laudo, o Forensis oferece o quantitativo de pessoas que fizeram uso de drogas dentro do contexto da violência.

Especialização da perícia em local de crime

O projeto consiste na capacitação e especialização de uma equipe de peritos criminais em perícia e local de crime. O projeto teve início em janeiro de 2013 e a necessidade da especialização da perícia surgiu a partir da dificuldade do perito criminal de atender a todos os tipos de perícias que surgissem durante o seu plantão, fato que gerava uma sobrecarga de trabalho, a qual poderia resultar em equívocos nos exames. Com o projeto, a equipe de perícia patrimonial aumentou no número de atendimentos e melhorou a qualidade dos laudos relacionados.

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