Governo do Estado do Espírito Santo
19/05/2026 12h20

DHPM prende suspeito de matar mãe e filha a golpes de facão na Serra

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção Mulher (DHPM), prendeu, nessa segunda-feira (18), após diligências, um ajudante de pedreiro de 34 anos, suspeito de matar mãe e filha, Michele Germano de Sales, de 40 anos, e Milena de Paula Silva Germano Sales, de 24 anos, a golpes de facão na madrugada de sábado (16), no bairro Residencial Centro da Serra, na Serra. A prisão ocorreu no bairro Jardim Limoeiro, na Serra.

Os detalhes da prisão foram divulgados em coletiva de imprensa na tarde dessa segunda-feira (18), na Chefatura da Polícia Civil, em Vitória.

O delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), Jordano Bruno, destacou o empenho das equipes. “Essa ocorrência deixou todos nós extremamente sensibilizados pela barbaridade cometida. Desde o momento em que tomamos conhecimento do caso, as equipes do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa, na pessoa do delegado Luiz Gustavo, da doutora Raffaella e de todos os policiais civis envolvidos, trabalharam de forma incansável, dia e noite, para localizar e prender esse indivíduo”, afirmou.

O delegado-geral ressaltou ainda que a prisão representa uma resposta rápida da Polícia Civil diante de crimes de feminicídio. “A Polícia Civil vai atuar de forma implacável em todos os casos de feminicídio, priorizando as investigações e trabalhando até colocar esses indivíduos na cadeia”, declarou Jordano Bruno.

O chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegado Luiz Gustavo Ximenes, destacou a atuação da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM): “A DHPM foi criada em 2010 e é uma das pioneiras no País. A unidade tem um trabalho integrado que vem auxiliando para que a gente consiga dar respostas cada vez mais rápidas em casos de homicídios consumados e tentados contra mulheres.”

O delegado também ressaltou o empenho das equipes desde as primeiras horas após o crime. “Foi um trabalho iniciado ainda na madrugada de sexta para sábado. Quero exaltar o trabalho dos policiais civis que estavam no plantão do Departamento de Homicídios e também das equipes da DHPM. Assim que tomamos conhecimento do caso, entramos em contato com a doutora Raffaella e imediatamente iniciamos as investigações”, declarou Luiz Gustavo Ximenes.

A chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), delegada Raffaella Aguiar, explicou que as equipes iniciaram as diligências logo após o crime e atuaram continuamente até localizar o suspeito. “Durante todo o final de semana, desde que tomamos conhecimento do crime, as equipes já foram para campo e permanecemos no encalço dele. Hoje pela manhã, recebemos uma informação sobre um possível paradeiro e imediatamente deslocamos equipes para averiguar. Felizmente, conseguimos localizá-lo e prendê-lo em Jardim Limoeiro, nas proximidades da Defensoria Pública”, informou.

Segundo a delegada, o suspeito alegou que pretendia procurar assistência jurídica antes de se apresentar espontaneamente. “Ele argumentou que iria buscar orientação jurídica para depois se apresentar. Mas, no interrogatório, quando eu questionei por que ele não permaneceu no local caso realmente tivesse intenção de se entregar, ele respondeu que precisava esperar as ‘24 horas’, acreditando que assim não seria preso. Eu esclareci que não houve apresentação espontânea. Ele foi preso pela nossa equipe”, pontuou.

Ainda de acordo com a delegada, durante o interrogatório o suspeito tentou responsabilizar as vítimas pela violência praticada. “Como é comum em autores de feminicídio, ele tentou deturpar a realidade e colocar a culpa nas vítimas. Disse que estava se sentindo ameaçado, mas não soube explicar que tipo de ameaça teria sofrido. São justificativas rasas utilizadas para tentar explicar uma barbárie injustificável”, explicou.

As investigações apontam que o suspeito mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima Michele Germano de Sales, de 40 anos, que era vizinha dele. “A residência das vítimas ficava muito próxima da casa onde ele morava com a esposa. A família da esposa também residia ao lado. Era um contexto social bastante conturbado. Segundo as primeiras informações, tanto ele quanto as vítimas faziam uso abusivo de álcool e drogas, e isso teria potencializado os conflitos naquela noite.”

Sobre a dinâmica do crime, Raffaella Aguiar informou que o suspeito alegou ter se descontrolado após uma provocação envolvendo rojões. “Ele narra que estava em casa quando Michele teria jogado um rojão no quintal. Segundo ele, já existia um histórico de provocações relacionadas ao relacionamento extraconjugal. Então, ele disse que perdeu a cabeça, pegou um facão e foi atrás das vítimas. A primeira pessoa que encontrou foi a filha, Milena, contra quem desferiu golpes na região do pescoço. Depois, perseguiu Michele”, detalhou.

A delegada também comentou o fato de uma das vítimas aparecer sem roupas em imagens que circularam nas redes sociais: “Perguntei a ele sobre isso e ele afirmou que Michele estava enrolada em uma toalha ou pano, que acabou caindo enquanto ela tentava fugir.”

 

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