20/07/2021 16h56 - Atualizado em 20/07/2021 17h49

DHPP prende quatro pessoas suspeitas de matar idoso na Serra 

A Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra prendeu quatro pessoas, sendo três homens e uma mulher, acusados de matarem o idoso Antônio Batista da Fonseca, de 74 anos, a pauladas, no bairro Central Carapina, na Serra, no dia 30 maio deste ano. Ele foi morto após boatos de que ele estaria envolvido em um suposto caso de abuso sexual contra duas crianças de três e nove anos, fato este que foi desmentido durante a investigação policial.


Durante as investigações, 16 dias após o crime, os policiais realizaram uma operação nos bairros nos bairros Vila Nova de Colares e Central Carapina, na Serra, e prenderam três pessoas envolvidas no homicídio.

Entre os acusados do homicídio está o pai das duas meninas, de 29 anos, outro homem de 33 anos e uma mulher de 31 anos. Um homem de 35 anos se entregou à polícia seis dias depois do ocorrido, comparecendo na delegacia com a presença de sua advogada. Todos alegaram que tiveram participação no assassinato e são réus no processo referente ao homicídio.

As investigações apontam que Antônio Batista da Fonseca foi vítima de uma mentira criada por sua ex-namorada de 27 anos. O estupro foi descartado pelos exames de conjunção carnal atestam que as duas meninas não foram violentadas sexualmente. Além disso, as crianças passaram por atendimento psicossocial na Delegacia de Proteção à Crianças e Adolescentes (DPCA).

“É importante salientar que fazer justiça com as próprias mãos constitui um crime. Cabe ao Estado, não às pessoas o poder e dever de punir. Além disso, decisões precipitadas podem gerar consequências graves e drásticas, como neste caso. Um senhor de 74 anos foi morto de maneira covarde, brutal e sem dever absolutamente nada”, ressaltou o titular da DHPP da Serra, delegado Rodrigo Sandi Mori.

 O crime

De acordo com Sandi Mori, a mentira foi inventada por uma mulher de 27 anos com quem o idoso mantinha um relacionamento amoroso de 20 dias. Após um desentendimento entre o casal, a vítima que costumava agradar a sua namorada e as crianças com comida e dinheiro, decidiu pegar de volta o celular que ele havia presenteado à mulher. E foi por esse motivo que ela decidiu se vingar.

O delegado ainda explica que a mulher induziu as suas filhas a mentir para o próprio pai, alegando que Antônio teria cometido os supostos abusos. “A mulher, inclusive, se aproveitou da situação de que uma das filhas estaria com uma assadura para inventar a falsa história", explicou Sandi Mori.

A falsa acusação levou o pai das duas meninas a querer matar o aposentado. As investigações apontam que na noite do crime, o homem de 35 anos e a mulher de 31 anos estavam em um bar, quando avistaram o idoso passando pelas ruas. O homem segurou a vítima, bateu uma foto dela e enviou para o pai das crianças, confirmando de fato que o Antônio era o indivíduo que teria supostamente abusado sexualmente das duas filhas.

Ele pediu que segurasse o idoso até a sua chegada, enquanto isso, a mulher e o homem cercaram a vítima e agrediram o idoso com socos e chutes, incitando a população local ao afirmarem que Antônio era estuprador e que tinha que morrer.

A sobrinha de Antônio chegou no local, retirando a vítima da multidão e quando ambos voltavam para a residência, foram surpreendidos pelo pai das crianças e pelo homem de 33 anos. Nesse instante, de acordo com o delegado, o pai das meninas desferiu dois golpes com um pedaço de pau com pregos na cabeça da vítima, fazendo com que ele caísse, a partir desse momento eles desferiram várias pauladas até que a vítima estivesse morta.

“Em nenhum momento os acusados procuraram saber se as crianças haviam sido abusadas pelo aposentado. Eles só foram perguntar para o pai das crianças se era mesmo Antônio e pediram os laudos após a consumação do crime. O acusado e nem a mãe das duas crianças procuraram a DPCA para dar continuidade para as investigações e nem foram saber dos resultados dos exames feitos nas meninas”, detalhou o delegado.

Na delegacia, a mãe das crianças chegou a mentir em um primeiro depoimento negando do começo ao fim que mantinha uma relação amorosa com o aposentado. Mas ao confrontá-la com as provas contundentes, ela confessou que mentiu por vingança. “Até o óbvio ela mentiu, que era o relacionamento dela com Antônio. Produzimos provas que desqualificaram por completo a versão dada por ela”, relatou.

A mulher de 27 anos, que inventou o falso abuso sexual, não irá responder pelo homicídio, pois não participou diretamente do crime, mas responderá por denunciação caluniosa, que é dá causa a uma investigação sabendo que o indivíduo é inocente. A pena para esse crime é de 2 a 8 anos de prisão. Já os outros quatro detidos foram autuados por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, a pena é de 60 anos.

 

Texto: Seção de Imprensa e Comunicação Interna (Sicoi)

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