08/04/2021 16h24 - Atualizado em 08/04/2021 16h30

Operação conjunta prende chefe do tráfico investigado em homicídios em Aracruz

Um homem de 31 anos, considerado um dos mais procurados da região de Aracruz, foi detido na última sexta-feira (02), durante uma operação batizada de ‘Barra II’, realizada por policiais civis da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Aracruz e de militares da Força Tática e da 2ª Seção da 10 Companhia Independente, no bairro Portal de Anchieta, no município de Anchieta. O detido tem quatro condenações acumulando quase 100 anos de prisão.

A operação tinha o objetivo de cumprir quatro mandados de prisão preventiva em desfavor do detido, apontado como o chefe do tráfico de drogas e responsável por homicídios ocorridos na região de Barra do Riacho, em Aracruz. O resultado da operação foi apresentado em coletiva de imprensa realizada nessa segunda-feira (05), na Chefatura de Polícia Civil, em Vitória.

Segundo o titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Aracruz, delegado André Jaretta, responsável pelas investigações, mesmo não residindo em Aracruz, o detido comandava todo o tráfico de drogas em Barra do Riacho, região conhecida pela intensa movimentação no comércio de drogas e crimes no município.

“Ele era o principal líder de todas as ações criminosas naquela localidade. Tudo que acontecia ali tinha que ter a permissão dele. Ninguém poderia fazer nada que não tivesse a autorização dele. Se eles desejavam assassinar alguém, primeiro precisavam da permissão dele”, explicou André Jaretta.

Antes de liderar o tráfico de drogas em Barra do Riacho, o detido já teve participação em outros crimes. "Em 2009 ele invadiu nossa Delegacia em Castelo, fortemente armado, para resgatar um comparsa. Ele resgatou o preso e levou as armas. Ainda novo, ele já tinha na sua formação um DNA criminoso de extrema periculosidade”, relatou o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda.

As investigações da operação Barra 02 duraram cerca de oito meses e contaram com a contribuição da Delegacia de Polícia de João Neiva, da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Aracruz e da Polícia Federal no Espírito Santo. 

“Existe a possibilidade de esse homem ter envolvimento com atividades ligadas ao tráfico internacional de drogas, por isso a Polícia Federal também colaborou com as investigações. Ele era um criminoso muito avançado nesse aspecto, coisas que nossos investigadores e até mesmo a Polícia Federal viram em casos raríssimos, em exceções. Ele era uma exceção”, contou o delegado. 

Segundo a autoridade policial, o homem estava usando documentos falsos em nome de Wanderson Martins Silva, de 30 anos. “Além da documentação falsa, o criminoso passou por algumas modificações em sua fisionomia para dificultar a sua identificação e era extremamente cuidadoso para não ser encontrado. Ele mantinha, inclusive, conta bancária com o nome falso”, disse Jaretta. 

O homem foi preso no interior de uma casa situada no Bairro Portal de Anchieta, em Anchieta, em um momento de lazer com a família e não teve oportunidade de esboçar qualquer reação. No interior do imóvel foi apreendido o valor aproximado de R$ 3 mil e nenhum objeto ilícito.

“Ficamos praticamente 48 horas monitorando os passos deles. Ao termos uma grande probabilidade que ele se encontrava dentro da casa, entramos e conseguimos finalmente efetuar a prisão dele”, afirmou o delegado.

Texto: Olga Samara

 

 

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