13/06/2018 15h46 - Atualizado em 13/06/2018 17h44

Polícia Civil conclui inquérito que apurava suposto sequestro de bebê em Vila Velha

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) concluiu, nessa segunda-feira (11), o inquérito policial que apurava um suposto sequestro de um bebê, em Vila Velha.  A mãe da criança, identificada como W.S.S., de 32 anos, acusou uma mulher de ter sequestrado seu bebê.

 “Durante as investigações nós descobrimos que a mãe da criança vendeu seu próprio filho para uma moradora de Ponta da Fruta, em Vila Velha”, afirmou o titular da DPCA, delegado Lorenzo Pazolini.

Segundo o delegado, a mãe do bebê mentiu durante o depoimento. “Nós descobrimos que, em troca da criança, ela teria recebido itens como notebook, roupas, sapatos e dinheiro que deveria ser depositado em uma determinada conta. Foram encontradas papeladas com a assinatura dela. Diante disso ela confessou o crime”, contou.

W.S.S. responderá em liberdade pelos crimes de entregar o filho a terceiros e denunciação caluniosa. Ainda de acordo com o delegado, a mulher que “comprou” a criança também foi ouvida. “Nós solicitamos o mandado de prisão preventiva dela que foi conhecido pela Justiça. Agora nós estamos realizando buscas para encontrá-la”, concluiu Pazolini.

Outras conclusões

Na última sexta-feira (08), a equipe da DPCA também concluiu as investigações sobre duas crianças de 2 e 4 anos que foram encontradas sozinhas em uma residência, no bairro Ibes, em Vila Velha. O fato ocorreu no último dia 21.

Segundo informações do titular da DPCA, os policiais tomaram conhecimento da situação depois de receberem denúncias de vizinhos por meio do Disque-Denúncia- 181. “Os pais das crianças haviam saído de casa no período da manhã. Elas ficaram cerca de 10 horas sozinhas. O menino de quatro anos estava com hematomas no rosto, na testa, no tórax e no braço. Ele estava com febre e nos disse que teria apanhado após comer uma salsicha que estava na geladeira. O bebê de dois anos estava sujo e sem trocar a fralda”, explicou.

De acordo com o delegado, os pais são usuários de drogas. Durante depoimento, o pai delas, que tem 23 anos, confirmou as agressões. “Ele já possui duas passagens pela polícia, uma por tráfico de drogas e outra por maus tratos. A violência em questão ocorreu em 2015, contra o filho mais velho. Na época, eles foram notificados pelo Conselho Tutelar, mas puderam permanecer com a guarda do menino”, explicou o delegado.

Pazolini contou que quando o pai das crianças foi questionado sobre os hematomas no filho mais velho, ele disse que teria o agredido com intuito de corrigi-lo. “O que o pai confessou não faz sentido, já que após ter sido resgatado, o menino precisou ficar internado durante uma semana no hospital”, detalhou.

Como não houve flagrante, os pais irão responder em liberdade por abandono de incapaz e maus tratos. As crianças foram levadas para um abrigo.

 

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