05/07/2019 18h41 - Atualizado em 07/07/2019 10h06

Polícia Civil prende suspeito de atear fogo na residência de ex-esposa na Serra

A equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM) cumpriu o mandado de prisão de J.V.O., de 50 anos. Ele é suspeito de atear fogo na residência da ex-mulher em março deste ano. O crime ocorreu no bairro Novo Horizonte, na Serra. Quatro pessoas estavam na residência: a ex-mulher do investigado, o filho dela, a nora, que estava grávida, e uma adolescente de 14 anos. Todos tiveram que pular do segundo andar do imóvel para fugir das chamas. A prisão ocorreu nessa quinta-feira (04) no bairro Serra Dourada II.

A titular da DHPM, delegada Raffaella Almeida, contou a dinâmica da operação que prendeu J.V.O. “Nossa equipe tentou prender o suspeito duas vezes, mas ele conseguiu se evadir do local. Desde então, seguimos com o trabalho de monitoramento e tivemos a informação de que ele teria ido para o Rio de Janeiro. Com base no serviço de inteligência, fomos até a casa dos pais do suspeito, onde ele se escondia, e conseguimos efetuar a prisão”.

A delegada ainda deu detalhes do momento em que o suspeito foi capturado. “No momento da prisão o suspeito tinha saído. Eu permaneci com uma equipe na residência com a família e outros policiais foram em busca do investigado na rua, onde ele foi pego”, explicou.

A delegada contou que J.V.O. teria ido à casa da vítima para tentar reatar o relacionamento, mas ela não quis. “No dia do crime, o detido e a ex-companheira iniciaram uma discussão, ela entrou para o quarto, trancou a porta e ele permaneceu em outro pavimento. Nesse instante, ele decidiu iniciar o incêndio. Uma testemunha ocular dos fatos viu ele trancando a residência e saindo tranquilamente. Em depoimento, ele negou ter tentado matar os familiares, ele alega que colocou um feijão no fogo, esqueceu de tirá-lo, saiu para trabalhar e acabou incendiando a casa. Além disso, não demonstrou arrependimento”, relatou a delegada.

J.V.O. foi indiciado três vezes pelo crime de tentativa de feminicídio qualificado, uma vez por homicídio duplamente qualificado, além de ser autuado por uma tentativa de aborto, pelo fato de uma das vítimas estar grávida. Somando as penas, o detido poderá ser condenado a mais de 60 anos. Ele foi encaminhado para o Centro de Triagem de Viana (CTV).

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