10/09/2019 18h06 - Atualizado em 10/09/2019 18h08

Polícias civis de Vila Velha prendem suspeito de assassinar homem e jogar o corpo no porta-malas

A equipe da Delegacia Especializada de Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha efetuou a prisão de O.P.F., de 44 anos. Ele é suspeito de assassinar M.V.C.B., de 40 anos. O corpo da vítima foi encontrado no dia 17 de agosto, no porta-malas de um veículo. A prisão ocorreu no bairro Jabaeté, no dia 30 de agosto.

“As investigações iniciaram desde o dia em que a família procurou a delegacia para relatar o desaparecimento da vítima. Os relatos eram de que a vítima era motorista de aplicativo, mas descobrimos que a informação era falsa. Populares teriam feito isso para gerar uma mobilização e encontrá-lo mais rapidamente. A partir das investigações, descobrimos que M.V.C.B. estaria plantando drogas no bairro Xuri”, explicou o responsável pelas investigações, delegado Alan de Andrade.

De acordo com o delegado adjunto da DHPP, M.V.C.B. não deixava suspeitas, não ostentava bens materiais e não demonstrava ser um criminoso contumaz. “Nós descobrimos que a vítima tinha um sítio em Xuri e que um caseiro tomava conta do local, que é o detido nesta operação. O suspeito tinha um nome fictício e um fato curioso é que ele tinha dois mandados de prisão nos dois nomes, um no verdadeiro e outro no falso”, relatou.

Andrade afirmou que o suspeito e a vítima mantinham uma plantação da droga Skank no sítio. Esse entorpecente é direcionado a uma clientela que tem maior poder aquisitivo. A equipe também recebeu informações de que M.V.C.B. tinha outra estufa em Rio das Ostras, no Estado do Rio de Janeiro. 

“O caso segue sob apuração, mas as investigações apontam que M.V.C.B. estava recebendo grande lucro da venda das drogas, enquanto detido recebia um salário fixo de mil reais por mês. Não contente, ele decidiu matar a vítima. O suspeito não confessou o crime, ele narrou toda a dinâmica do sítio, da estufa, como era feito o plantio, os cuidados e a colheita”, explicou o delegado.

A equipe da DHPP conseguiu fazer a vinculação de O.P.F. com a morte de M.V.C.B. por meio de investigações. “Os dados coletados provaram que toda a versão do detido apresentada na delegacia, com relação ao desaparecimento da vítima, é falsa. Nós vimos que o suspeito já teria ido com M.V.C.B. ao local e teria sido um dos responsáveis pelo transporte do corpo”, concluiu Alan de Andrade.

O.P.F. tem dois mandados de prisão, um no Estado de Minas Gerais com o nome verdadeiro, e outro mandado no Espírito Santo com o nome falso. O suspeito está preso temporariamente por homicídio consumado e continua sendo investigado. Com a conclusão, ele poderá ser indiciado pelos crimes de homicídio consumado e ocultação de cadáver.

O suspeito foi encaminhado para o Centro de Triagem de Viana (CTV).

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