08/06/2021 15h12 - Atualizado em 08/06/2021 18h32

SPRN deflagra 2ª fase da Operação Carga Pesada e prende onze suspeitos

A Superintendência de Polícia Norte (SPRN) deflagrou, na última quinta-feira (03), a 2ª fase da Operação Carga Pesada, que, nos últimos três meses, resultou na prisão de onze pessoas na região de Nova Almeida, na Serra, e em Praia Grande, Fundão. Elas fazem parte de uma organização criminosa que atua no furto, revenda e desmanches de caminhões na Grande Vitória e no norte do Estado. Durante a operação, cinco armas foram apreendidas e outros sete envolvidos foram identificados. Eles permanecem foragidos.

A operação teve apoio da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do sistema de videomonitoramento da Prefeitura de Aracruz. As investigações começaram no dia 20 de março, após a deflagração da 1ª fase da Operação Carga Pesada, que prendeu 20 pessoas que furtavam e desmanchavam caminhões na região das Montanhas Capixabas.

“Com as informações da 1ª fase, foi realizada, nos últimos três meses, uma força-tarefa com a equipe da Delegacia de Investigações Criminais de Aracruz e da Delegacia de Polícia de João Neiva. No total, foram 24 inquéritos policiais que serão concluídos”, informa o titular da Superintendência de Polícia Norte, delegado João Francisco.

Segundo as investigações, os criminosos saíam em grupo de três ou quatro pessoas durante o início da madrugada e procuravam caminhões que estavam estacionados nas margens das rodovias. Após achar um caminhão vazio, eles conseguiam abrir a porta e ligavam o automóvel. Segundo o titular da Delegacia de Polícia (DP) de João Neiva, delegado Leandro Sperandio, a ação durava poucos minutos.

“Após realizarem os furtos, boa parte dos caminhões era levada para os desmanches que ficam em Aracruz, um deles, inclusive, dentro de uma Aldeia Indígena. No local, após desmancharem os veículos, eles encaminhavam as peças para revenda, principalmente para a região do sul do Estado da Bahia”, conta o delegado Leandro Sperandio.

As investigações também apontaram que os presos eram responsáveis pelo roubo de, pelo menos, 24 caminhões. Eles faturavam de R$ 30 mil a R$ 40 mil na revenda das peças. De acordo com o titular da Delegacia de Investigações Criminais (Deic) de Aracruz, delegado Rodrigo Peçanha, a quadrilha chegava a chantagear o dono de alguns caminhões.

“Nos últimos dias, com o avanço das investigações e da recuperação dos veículos roubados, alguns criminosos ligavam para as vítimas e pediam dinheiro para devolver o caminhão”, relata o delegado.

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, os registros de furto desse tipo de veículo caíram enquanto as investigações da 1ª e 2ª  fase avançavam. “Nós tínhamos, em média, dois furtos de caminhões por dia. Com as investigações, os crimes passaram para zero. Foi uma operação muito importante, que desarticulou uma organização criminosa especialista no furto, revenda e desmanches”, observa o delegado-geral. 

Texto: Matheus Zardini

 

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