A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) prendeu, nessa quarta-feira (04), de um suspeito de 21 anos, investigado pela prática do crime de lesão corporal grave no contexto de violência doméstica contra uma mulher de 38 anos, ocorrido no último domingo (1º), durante uma festa de aniversário, no bairro Estrelinha, em Vitória.
Após a identificação do suspeito e a constatação de que ele estava tentando deixar o país, as equipes da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) atuaram de forma integrada com a Polícia Federal, a Interpol | The International Criminal Police Organization e com as autoridades de Imigração de Portugal.
A atuação rápida e coordenada entre as forças de segurança foi fundamental para impedir a entrada do suspeito em Portugal. O investigado retornou ao Brasil e foi preso ainda no estado de São Paulo. As informações foram divulgadas em coletiva nesta sexta-feira (06), na Chefatura de Polícia Civil, em Vitória.
O delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo, José Darcy Arruda, destacou a gravidade do crime e a resposta imediata da instituição. “Foi um caso extremamente grave. Quando tive acesso às imagens, fiquei profundamente chocado. Imediatamente acionei o chefe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, delegado Fabrício Dutra, que, da mesma forma, determinou providências urgentes. A delegada Andrea Magalhães foi acionada e, em tempo recorde, representou pela prisão preventiva do autor, que foi prontamente decretada pela Justiça”, afirmou.
O delegado-geral também ressaltou o esforço conjunto para impedir a fuga internacional do investigado. “Para nossa surpresa, o autor já estava em voo, tentando deixar o país com destino a Portugal. A partir daí, iniciou-se uma verdadeira força-tarefa, com atuação brilhante da delegada Andrea Magalhães, em articulação com a Polícia Federal, a Interpol e a Imigração de Portugal, para impedir a entrada desse agressor no país europeu. Esse trabalho garantiu que ele retornasse ao Brasil e fosse preso. Essa é a resposta da Polícia Civil: quem agride mulher será alcançado e preso”, enfatizou.
O chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegado Fabrício Dutra, explicou como o departamento foi mobilizado diante da gravidade do caso. “Fomos acionados pelo delegado-geral ainda na segunda-feira, por volta das 16 horas, e entendemos, desde o primeiro momento, que se tratava de uma ocorrência que exigia resposta imediata. Colocamos equipes à disposição da delegada Andrea Magalhães, tanto para localizar e ouvir a vítima quanto para dar início às diligências investigativas”, relatou.
O delegado destacou o impacto das imagens e o estado da vítima. “As imagens são extremamente violentas. Confesso que me assustei ao ver a vítima pessoalmente, ainda muito lesionada, com sangramento e diversas marcas de agressão. Diante disso, estruturamos uma atuação rápida, pois logo ficou claro que se tratava de uma tentativa de fuga internacional”, completou.
Responsável pela condução das investigações, a delegada Andrea Magalhães, do Serviço de Investigações Especiais (SIE) do DEHPP, detalhou a sequência de diligências realizadas em menos de 24 horas após o crime.
“Em menos de 24 horas, identificamos a vítima, fomos até o hospital, colhemos informações médicas, realizamos exames periciais e reunimos todos os elementos necessários para demonstrar a materialidade e a gravidade do crime. A vítima sofreu lesões gravíssimas, perdeu dentes, quase perdeu a visão e foi agredida de forma brutal, em total situação de vulnerabilidade”, explicou.
Segundo a delegada, a prisão preventiva foi representada e decretada no mesmo dia. “Representamos pela prisão preventiva no plantão judiciário, que foi prontamente deferida. Em seguida, mobilizamos várias equipes para cumprir o mandado nos endereços possíveis, mas descobrimos, por meio de trabalho de inteligência, que o agressor já havia embarcado para Portugal com passagem apenas de ida, adquirida após a agressão”, relatou.
A delegada explicou que, diante da impossibilidade imediata de uma prisão internacional formal, a estratégia foi impedir a entrada do agressor em território português. “O procedimento de difusão vermelha é mais demorado. Diante da urgência, estabelecemos contato direto com a Imigração de Portugal, apresentando a gravidade do caso e a situação da vítima. Com isso, o agressor foi inadmitido no país e a companhia aérea ficou obrigada a retornar com ele ao Brasil”, disse.
A prisão foi realizada em São Paulo, com apoio de outros órgãos. “Assim que ele retornou ao Brasil, efetuamos a prisão em São Paulo, com apoio da Polícia Federal e de autoridades locais. Ele já passou por audiência de custódia, teve a prisão preventiva mantida e responderá pelos crimes praticados. Esse trabalho mostrou que não há qualquer tolerância à violência contra a mulher”, afirmou.
A delegada também ressaltou o impacto institucional da ação. “Recebemos inúmeras manifestações de mulheres, delegadas e servidoras de diferentes instituições, que se sentiram representadas por essa resposta rápida e firme. É inadmissível que alguém agrida uma mulher de forma tão brutal e acredite que pode fugir para outro país para escapar da Justiça”, concluiu.
A investigação segue em andamento, com a continuidade da instrução do inquérito policial, coleta de provas complementares e acompanhamento da situação da vítima, que permanece em tratamento médico e psicológico.
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