Governo do Estado do Espírito Santo
24/03/2025 12h26

Desarme prende suspeito de comercialização ilegal de armas de fogo e munições

Foto: Camila Ferreira/SESP
superintendente de Inteligência e Ações Estratégicas (SIAE), delegado João Francisco Filho; delegado-geral da PCES, José Darcy Arruda; titular da Desarme, delegado Guilherme Eugênio Rodrigues e perito Oficial Criminal da Polícia Científica (PCIES), Hugo Fernandes Félix, do Departamento de Perícias em Eletrônicos (DEPE).

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), prendeu, na última terça-feira (18), um homem de 39 anos, suspeito de comercialização ilegal de armas de fogo e munições. A prisão ocorreu em flagrante durante o cumprimento de um Mandado de Busca e Apreensão (MBA), no bairro Adalberto Simão Nader, em Guarapari.  Durante a ação, foi apreendida uma espingarda calibre .12 artesanal, carregadores e demais acessórios de pistola, além de munições de revólver.

O titular da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), delegado Guilherme Eugênio Rodrigues, informou que o detido estava sendo investigado por comercializar armas de fogo pela internet. Durante as diligências, foram identificados elementos que indicam sua participação na comercialização ilegal de armamento e munições.

“Ele se deixava fotografar na posse dessas armas de modo a provar para os interessados na compra que ele, de fato, se encontrava em poder delas. Nós o identificamos, identificamos o endereço dele, cumprimos uma busca e apreensão na residência dele. Nessa primeira busca foram encontrados diversos dispositivos eletrônicos que continham imagens que retratavam muitas outras armas postas à venda. Nessa primeira ocasião, não houve a apreensão de armas, mas em um segundo mandado de busca já houve a apreensão de uma espingarda calibre 12, acessórios de pistolas e munições de vários calibres”, explicou o titular da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), delegado Guilherme Eugênio Rodrigues.

De acordo com a investigação, o suspeito aparecia nas fotos com os armamentos para ganhar confiança dos possíveis compradores. “Ele externou que precisava se exibir, se mostrar nessas imagens porque ele falou que no mercado dele há muitas pessoas desonestas que anunciam a venda de armas sem tê-las à disposição. Caçam imagens de armas de terceiro e as apresentam para a venda. Então ele falou que precisava mostrar para os clientes que ele tinha em estoque aquilo que se propunha a vender”, explicou o delegado.

A análise de dados extraídos de um aparelho celular apreendido em setembro do ano passado revelou indícios contundentes da atividade criminosa. Segundo o delegado, foram encontrados arquivos, como vídeos, imagens e conversas, que reforçam a participação do suspeito na comercialização ilegal de armamento.

A extração ocorreu por meio do software forense da Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES). "O material periciado indicou diversos elementos comprobatórios da atividade criminosa. Algumas imagens foram captadas diretamente por um smartphone. Duas fotos mostram pistolas novas em caixas com a designação "Alfa Armeria", obtidas em um site comercial dedicado à venda de armas. Uma das imagens exibe uma arma de fogo equipada com um seletor de rajadas, tornando-a automática", disse.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão cumprido nessa terça-feira (18), foi apreendida uma espingarda calibre .12 artesanal, carregadores e demais acessórios de pistola, além de munições de revólver.

Segundo o delegado, o detido, que não tinha antecedentes criminais, havia confessado promover, em larga escala, o comércio ilegal de munições. "As diversas diligências realizadas não deixavam margem para dúvidas sobre sua atuação criminosa. O detido, inicialmente, responderia pelo crime em liberdade. No entanto, agora que foi constatado que, mesmo após sua confissão, ele continuou a praticar o delito, acreditamos que ficou claro que, em liberdade, ele representa risco à ordem pública”, explicou Guilherme Eugênio. 

O inquérito policial foi concluído e relatado ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES).

 


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