Governo do Estado do Espírito Santo
02/02/2026 12h05

PCES e PMES prendem investigado por estupro virtual e extorsão em Pinheiros

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia de Polícia (DP) de Mantenópolis, em ação conjunta com a 19ª Companhia Independente da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), prendeu, na noite da última sexta-feira (30), um homem de 32 anos, investigado pelos crimes de estupro virtual e extorsão praticados contra uma vítima de Mantenópolis abordada por meio de redes sociais. A prisão ocorreu em cumprimento de mandado de prisão e de busca e apreensão, no município de Pinheiros.

De acordo com o titular da Delegacia de Polícia (DP) de Mantenópolis, delegado Robson Peixoto de Oliveira, o suspeito utilizava perfis falsos em redes sociais para constranger a vítima, mediante grave ameaça, à prática de atos libidinosos durante videochamadas.“Para intensificar a coação sexual e aterrorizar a vítima, o investigado exibia uma réplica de fuzil do tipo Airsoft durante as transmissões. A autoria foi confirmada por meio de técnicas de inteligência policial e confronto biométrico, com apoio da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Venda Nova do Imigrante e das delegacias de Montanha e Pinheiros”, disse.

Durante a diligência, o investigado foi localizado em sua residência. No local, foram apreendidas a réplica de fuzil utilizada no crime, outras três pistolas de Airsoft, dispositivos eletrônicos, além de 10 munições de calibre 9mm, sete munições calibre .380 e 23 munições calibre .22.

Diante dos fatos, ele foi conduzido à 17ª Delegacia Regional de Nova Venecia, onde foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e munições e, por porte ilegal de arma de fogo e munições de uso restrito. Após os procedimentos de praxe, ele foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) em São Mateus, à disposição da Justiça. 

De acordo com o delegado, o preso possui histórico criminal por condutas semelhantes praticadas contra a ex-companheira e já havia sido denunciado pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), no ano passado, pelos crimes de registro não autorizado da intimidade sexual; divulgação de cena de sexo ou de pornografia sem autorização da vítima; e pelo crime de perseguição (stalking). “Após o término do relacionamento, ele passou a adotar comportamento persecutório e intimidatório, enviando à vítima mensagens, vídeos e imagens de cunho íntimo e sexual, contendo material tanto de sua autoria quanto da própria vítima, gravado, inclusive, sem o consentimento dela. Apesar dos insistentes pedidos para que apagasse tais arquivos, manteve-os em seu poder”, explicou o delegado.

O delegado destacou a importância da prisão para interromper a prática reiterada de crimes. “A retirada desse indivíduo do convívio social foi fundamental para cessar uma conduta criminosa contínua, marcada pela violência psicológica, sexual e pelo uso da tecnologia como instrumento de intimidação. Trata-se de um investigado que reiterava esse tipo de prática, causando danos profundos às vítimas”, afirmou.

Ele também reforçou a importância da denúncia por parte das mulheres vítimas desse tipo de crime. “É fundamental que mulheres que estejam passando por situações semelhantes procurem a Polícia Civil, registrem a ocorrência e busquem ajuda. A denúncia é essencial para que as medidas legais sejam adotadas, as investigações avancem e novas vítimas sejam protegidas. A Polícia Civil está preparada para acolher, investigar e responsabilizar os autores desses crimes”, concluiu o delegado.

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