Governo do Estado do Espírito Santo
21/01/2026 07h47

Polícia Civil prende casal suspeito de fraudar registros de CAC para venda ilegal de armas ao PCC

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), em apoio à Polícia Civil de São Paulo (PCSP), realizou uma operação policial com o objetivo de capturar um homem de 32 anos e uma mulher de 34 anos, suspeitos de fraudar documentos de registros de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) para a venda ilegal de armas de fogo com ligação à facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

O casal foi capturado nesta terça-feira (20) no bairro Vista da Serra II, durante uma operação conjunta entre a PCES e a PCSP, que contou com a participação de 28 policiais, sendo cinco da equipe paulista. A ação resultou ainda no cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão nos bairros Feu Rosa e Nova Carapinal, no município da Serra.

De acordo com as investigações, em 2024, o homem já havia sido preso pela Polícia Civil por criar um site no qual se apresentava como vendedor de armas de uma suposta marca italiana. Na ocasião, além de não entregar os armamentos, o suspeito comercializava documentos e dados pessoais de agentes policiais, que eram utilizados pelo crime organizado.

Enquanto o homem esteve no sistema prisional, a esposa, de 34 anos, deu continuidade às atividades criminosas. O suspeito havia sido colocado em liberdade há cerca de dez meses e, mesmo utilizando tornozeleira eletrônica, continuava aplicando golpes por meio das redes sociais.

O chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegado Fabrício Dutra, detalhou o esquema criminoso.
“O casal criou uma empresa falsa no Sul do país, se apresentando como representantes de venda de uma marca italiana. As armas eram comercializadas, mas não entregues. Além disso, utilizavam dados de agentes policiais de forma ilegal para atender interesses do crime organizado”, explicou o delegado.

A investigação constatou que não há agentes policiais envolvidos no esquema. Os servidores são vítimas da utilização indevida de seus dados pessoais.

Em um dos casos apurados, ocorrido há cerca de cinco anos, um agente da Polícia Civil, recém-aprovado em concurso público, teve seus dados repassados aos investigados durante uma tentativa de compra de arma. Após ser alertado por um colega sobre o valor abaixo do mercado, o policial desistiu da negociação. Ao perceberem que não receberiam o pagamento, os suspeitos chegaram a registrar imagens em frente a uma delegacia, ameaçando o agente com a lavratura de um boletim de ocorrência por suposto estelionato.

Já neste ano, a última ocorrência registrada envolve uma vítima no Sul do país. Os suspeitos apresentaram um documento de compra falsificado, com assinatura atribuída a um delegado da Polícia Federal, além de um contrato falso de compra e venda de armas. A vítima realizou um pagamento de R$ 20 mil e, posteriormente, foi cobrada em mais R$ 17 mil, valor que os investigados alegaram ser referente ao ICMS do armamento.

 

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