A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (DDT), concluiu, nesta terça-feira (13), o inquérito policial que apurou o atropelamento ocorrido no dia 17 de novembro do ano passado, no bairro Porto Canoa, no município da Serra. O fato resultou na morte de um idoso de 82 anos e em lesões corporais gravíssimas em uma idosa de 77 anos.
As investigações apontaram que o investigado conduzia uma motocicleta realizando manobra de exibição automobilística conhecida como “grau”, em via pública urbana, associada a velocidade muito superior à permitida para o local. De acordo com laudo pericial produzido pela Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES), a motocicleta desenvolvia velocidade aproximada de 66 km/h, em uma via cuja velocidade máxima regulamentada é de 30 km/h, representando excesso de cerca de 120% acima do limite permitido.
Durante a execução da manobra, o condutor atingiu o casal. Após o atropelamento, o investigado fugiu do local, deixando as vítimas caídas na via.
“No curso da apuração, a Polícia Civil reuniu provas técnicas, periciais e imagens de câmeras de segurança, que possibilitaram a reconstrução da dinâmica do fato. Também foi constatado que o investigado praticava reiteradamente manobras perigosas, inclusive com registros anteriores no Cerco Inteligente do Governo do Estado. Além disso, foi verificada a supressão da placa de identificação da motocicleta, com o objetivo de dificultar a fiscalização e a identificação do veículo”, disse o titular da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (DDT), delegado Maurício Gonçalves.
Em dezembro de 2025, diante da complexidade do caso e da necessidade de conclusão de diligências técnicas essenciais, a Polícia Civil representou pela prorrogação da prisão temporária do investigado, medida que contou com manifestação favorável do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e deferimento do Poder Judiciário.
Com a conclusão do inquérito, o investigado foi indiciado pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificada e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Considerando a gravidade concreta dos fatos e o elevado grau de risco da conduta, a Polícia Civil também representou pela decretação da prisão preventiva.
O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário, que dará prosseguimento às providências legais cabíveis.
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