Governo do Estado do Espírito Santo
21/05/2026 08h19 - Atualizado em 21/05/2026 09h02

Deic prende suspeito e recupera carga de cigarros avaliada em R$ 170 mil após roubo na Serra

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia Especializada de Crimes Contra o Transporte de Cargas (DECCTC), prendeu em flagrante, na última quinta-feira (14), um suspeito de 26 anos apontado como um dos autores do roubo de uma carga de cigarros avaliada em aproximadamente R$ 170 mil. O crime ocorreu horas antes no bairro Belvedere, na Serra, e foi praticado por indivíduos armados. 

Os detalhes da prisão e da investigação foram apresentados em coletiva de imprensa realizada na tarde desta quarta-feira (20), na Chefatura de Polícia Civil, em Vitória. 

O superintendente de Polícia Especializada (SPE), delegado Rafael Rocha Correa, destacou a atuação integrada e especializada da Polícia Civil no enfrentamento aos roubos de carga. “O Espírito Santo tem um histórico muito positivo na resolução de crimes de roubo de carga e outros crimes patrimoniais de grande valor. O que faz a diferença é que a Polícia Civil do Espírito Santo possui equipes altamente especializadas e, além disso, mantém integração constante com outras polícias civis da região Sudeste e de outros estados do Brasil. Esse compartilhamento de informações favorece muito a elucidação dos casos”, afirmou o delegado. 

O chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), delegado Gabriel Monteiro, explicou que a investigação apontou a atuação de uma associação criminosa formada por integrantes do Espírito Santo e de Minas Gerais. “Trata-se de uma ação muito rápida e qualificada da Delegacia de Crimes Contra o Transporte de Cargas. Essa associação criminosa, parte do Estado de Minas Gerais e parte do Espírito Santo, vislumbrava um caminhão que transportava cigarros de uma empresa. Eles escolheram essa carga porque possui um valor agregado muito alto. Era um caminhão pequeno, mas transportava aproximadamente R$ 300 mil em cigarros”, disse.

Segundo o delegado, os criminosos utilizaram uma motocicleta, uma van branca e um veículo Chevrolet Onix branco vindo de Minas Gerais para executar a ação criminosa. “Um motociclista abordou o transportador da carga, apontou uma arma e determinou que os motoristas o seguissem até o bairro Belvedere, na Serra. Paralelamente, outro grupo da quadrilha contratava um frete utilizando uma van branca para fazer o transporte da mercadoria roubada”, explicou. 

 

Ainda de acordo com o delegado, o motorista contratado para realizar o frete afirmou que só descobriu que se tratava de carga roubada durante o trajeto. “Junto com o motorista estavam mais dois criminosos, que, no meio do caminho, informaram que se tratava de uma carga roubada de cigarros. O motorista ficou com medo e continuou o trajeto. Ao chegarem ao local, iniciaram o transporte da carga, mas não conseguiram levar tudo porque uma moradora começou a filmar a ação. Com isso, eles saíram rapidamente levando parte da mercadoria”, pontuou.  

A investigação revelou que os criminosos chegaram a levar aproximadamente R$ 200 mil em cigarros antes de fugirem. “Eles ainda foram até um bar na Serra, disfarçaram o motorista do frete e informaram que entregariam a carga em uma residência e depois devolveriam o caminhão. E, de fato, devolveram o veículo”, acrescentou o delegado. 

As equipes da Delegacia Especializada de Crimes Contra o Transporte de Cargas (DECCTC), conseguiram identificar os veículos utilizados no crime por meio de ferramentas de monitoramento eletrônico e análise de imagens. “Através do cercamento eletrônico conseguimos identificar todos os veículos utilizados, inclusive a van branca. Chegamos ao proprietário, que informou que o veículo estava com o genro dele. Esse homem colaborou com a investigação e indicou os locais por onde a van passou, por meio do GPS”, informou o delegado Gabriel Monteiro. 

 

A partir dessas informações, de acordo com Monteiro, os policiais chegaram ao imóvel onde parte da quadrilha estava escondida: “Quando a equipe chegou ao local, houve correria dentro da residência. Conseguimos prender um dos indivíduos, um mecânico de 26 anos. Na casa localizamos a motocicleta vermelha utilizada no crime e também toda a carga roubada que ainda estava com o grupo.”

Durante as diligências, os policiais também apreenderam objetos que podem auxiliar na identificação de outros envolvidos. “Nós localizamos o documento de um dos criminosos e também um celular pertencente a outro suspeito que conseguiu fugir da abordagem policial. Até o momento temos uma prisão em flagrante, três suspeitos qualificados e apenas um indivíduo ainda sem identificação formal”, ressaltou. 

 

O delegado destacou ainda que a investigação aponta para uma estrutura criminosa organizada e com divisão de tarefas. “Não se trata de um crime improvisado. É uma associação criminosa organizada, que utilizava radiocomunicadores para manter contato entre os integrantes que executavam a abordagem, os que davam apoio e os responsáveis pelo transporte da carga. Eles utilizaram capacetes e roupas para dificultar a identificação, mas não esperavam a rápida resposta da Polícia Civil”, apontou. 

Segundo ele, as investigações terão continuidade para identificar todos os envolvidos e eventuais colaboradores: “Vamos representar pelas prisões e demais medidas cautelares necessárias. Queremos identificar todos os envolvidos, inclusive quem contratou o frete e se existem outras pessoas participando dessa logística criminosa.”. 

 

O delegado também deixou um recado para grupos criminosos especializados em roubo de cargas. “O Espírito Santo é muito bem visto pelos transportadores justamente porque os índices desse tipo de crime são baixos, e nós queremos manter esses números. Então, o recado para criminosos de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo ou qualquer outro estado é claro: não venham atuar no DDD 27 e 28 porque serão presos”, enfatizou. 

 

Sobre a dinâmica do crime, a vítima relatou ter sido ameaçada durante toda a ação. “A vítima contou que fazia a primeira entrega do dia quando a motocicleta se aproximou e um dos criminosos apontou a arma em sua direção, ordenando que ele seguisse até o local indicado. Ele permaneceu o tempo todo com as mãos para trás e olhando para baixo para não identificar os autores”, detalhou o delegado. 

Monteiro sublinhou que que motoristas desse tipo de carga recebem orientação para não reagir em situações de roubo: “Esses profissionais são orientados a preservar a vida. Existem mecanismos de comunicação com a empresa e com a polícia, como botão do pânico, monitoramento e sistemas de rastreamento, que auxiliam posteriormente nas investigações.”

Questionado sobre o suspeito preso, o delegado informou que ele optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório. “O suspeito preso em flagrante exerceu o direito constitucional ao silêncio e possui histórico criminal, assim como os outros indivíduos já identificados. Todos têm antecedentes relacionados a crimes patrimoniais”, reforçou.




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