Na manhã da última sexta-feira (27), a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Delegacia Especializada em Narcóticos (Denarc) de Nova Venécia, com apoio da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) e da Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES), deflagrou uma operação policial para o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão no âmbito de investigações relacionadas a homicídio qualificado e tráfico de drogas na região.
As diligências foram realizadas nos bairros Aeroporto, Dom José Dalvit e Padre Gianni, em Nova Venécia. A ação resultou na prisão em flagrante de um homem de 35 anos por posse irregular de arma de fogo e de um jovem de 18 anos por tráfico de drogas. Um adolescente de 17 anos foi apreendido por ato infracional análogo ao mesmo crime. Também foram apreendidos entorpecentes, uma arma de fogo, munições, aparelhos celulares e dinheiro em espécie.
A operação teve como objetivo principal desarticular associação criminosa envolvida em homicídio, tráfico de entorpecentes e porte ilegal de arma de fogo, além de instruir o inquérito que apura o homicídio consumado ocorrido no dia 4 de janeiro deste ano, no bairro Betânia, em Nova Venécia, em frente a um estabelecimento comercial. A vítima de 31 anos foi atingida por diversos disparos de arma de fogo.
No bairro Aeroporto, durante o cumprimento de mandado em um imóvel, foi apreendido um revólver calibre .38 Special, marca Taurus, além de oito munições intactas do mesmo calibre, o que resultou na prisão em flagrante de um homem de 35 anos por posse irregular de arma de fogo.
No bairro Padre Gianni, as equipes localizaram entorpecentes distribuídos em diversos pontos no entorno de um imóvel, além de anotações do tráfico. No local, um suspeito de 18 anos foi preso em flagrante por tráfico de drogas, e um adolescente de 17 anos foi apreendido.
Em outro endereço do mesmo bairro, alvo de mandado relacionado a um adolescente investigado, foram apreendidos um pedaço de entorpecente, um aparelho celular e itens de vestuário tático, como um chapéu do tipo boonie hat e uma balaclava, ambos na cor preta. Um adolescente de 15 anos foi conduzido à delegacia, acompanhado de sua genitora. Em outro imóvel alvo da operação, não foram encontrados materiais ilícitos, porém o perito criminal realizou a coleta de vestígios de interesse para as investigações.
De acordo com o titular da DHPP de Nova Venécia, delegado Wilian Dobrovosk Simonelli Daniel, um ponto crucial da operação foi a coleta de material genético dos suspeitos. “Vestígios biológicos haviam sido anteriormente recolhidos em roupas e objetos deixados pelos executores no local do crime, onde permaneceram escondidos aguardando a vítima. O confronto de DNA poderá constituir prova técnica relevante no contexto probatório”, disse o delegado.
O delegado destacou que o uso de tecnologia forense aliado ao trabalho integrado das forças de segurança é fundamental para responsabilizar autores de crimes violentos, especialmente aqueles motivados por disputas relacionadas ao tráfico de drogas.
Relembre o caso
No dia 4 de janeiro de 2026, por volta das 21h30, a vítima foi executada a tiros enquanto estava no interior de seu veículo, estacionado na Rua 6, no bairro Betânia, em Nova Venécia, em frente a um estabelecimento comercial. O laudo pericial apontou 37 perfurações no corpo da vítima, provocadas por disparos de arma de fogo dos calibres .40 e 9mm. No local, foram recolhidas 40 cápsulas deflagradas, indicando a atuação de ao menos dois atiradores com armas de calibres distintos.
No momento do crime, duas crianças estavam no interior do veículo, na linha de tiro. Uma conseguiu sair correndo e a outra foi retirada por um familiar que se encontrava nas proximidades.
Imagens de videomonitoramento mostraram que os autores estavam escondidos em área de vegetação densa ao lado do veículo e saíram do local para efetuar os disparos, fugindo em seguida por uma trilha que conecta bairros da cidade. Na área da emboscada, a equipe de investigação localizou uma mochila contendo facões e um alicate, além de uma lata de cerveja e estojos de munição, todos encaminhados à perícia para exames de perfil genético e papiloscopia. Testemunhas relataram que os autores utilizavam calças camufladas, coletes balísticos, botinas e toucas ninja.
As investigações apontam que o crime foi motivado por disputa territorial relacionada ao tráfico de drogas.
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