A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP) e do Serviço de Inteligência e Planejamento (Siplan), com o apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e da Divisão de Escolta e Recaptura (DERP), da Polícia Penal do Espírito Santo (PPES), deflagrou, na madrugada quinta-feira (26), uma operação policial contra traficantes responsáveis por ataques na região da Grande Terra Vermelha, em Vila Velha. Um dos alvos, um homem de 27 anos, foragido do sistema prisional foi detido no bairro Village do Sol, em Guarapari.
No momento da abordagem, o suspeito estava com uma pistola Beretta calibre 9mm, de uso restrito, além de uma quantidade significativa de drogas. Os detalhes foram repassados em coletiva de imprensa nessa quinta-feira (26), na Chefatura da Polícia Civil, em Vitória.
O delegado-geral da PCES, José Darcy Arruda, destacou a relevância da captura e a integração com a Polícia Penal. “Uma prisão importante, de um cidadão que vinha comandando esses ataques junto com outros. Ele é altamente perigoso, com envolvimento em diversos homicídios. A localização do suspeito exigiu o uso intensivo de ferramentas de inteligência, permitindo uma atuação precisa e sem efeitos colaterais”, disse.
O chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), o delegado Fabrício Dutra, contextualizou a importância estratégica da ação. “Foi uma prisão qualificada, direcionada a um indivíduo que participava diretamente dos ataques registrados em Vila Velha e que exercia papel relevante dentro da organização criminosa”, disse.
A diretora-geral adjunta da Polícia Penal do Espírito Santo (PPES), Graciele Sonegheti, explicou que o investigado era preso faccionado desde 2017 por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Em janeiro deste ano, ele se evadiu enquanto cumpria benefício temporário. “Ele evadiu recentemente e nós já estávamos acompanhando. A inteligência da Polícia Penal contribuiu com informações fundamentais para a Polícia Civil nessa prisão”, afirmou.
O coordenador da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), delegado André Costa, detalhou que, após a identificação do paradeiro, foi feito planejamento operacional minucioso para garantir a captura com o menor risco possível. “Havíamos confirmado a presença dele no local e estruturamos a ação para neutralizar qualquer possibilidade de reação”, explicou.
Apesar da informação de que poderia haver mulher e criança na residência, a prisão ocorreu de forma tranquila, sem troca de tiros. Além do mandado de recaptura, o suspeito foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e tráfico de drogas.
O adjunto da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa de Vila Velha, delegado Cleudes Júnior, destacou que o preso atuava como braço direito de uma liderança criminosa escondida no Rio de Janeiro e exercia função estratégica na logística e no braço armado da facção.
“A prisão de hoje ajuda a desarticular esse braço armado que atuava como longa manus de um traficante foragido. Ele é um criminoso de alta periculosidade, com diversas passagens por tráfico, associação e porte ilegal de arma de fogo”, afirmou.
O delegado explicou ainda que as recentes guerras entre facções na Grande Vitória estão ligadas à disputa por expansão territorial e pontos de venda de drogas. “O tráfico trata isso como negócio. Quanto maior o território, maior a venda de drogas, maior a capacidade de compra de armas e fortalecimento logístico”, ressaltou.
Segundo ele, a prisão representa um enfraquecimento significativo da estrutura criminosa. “Você quebra a logística já estabelecida. Inevitavelmente eles terão que reorganizar contatos e isso demanda tempo. Ao mesmo tempo, conseguimos avançar para alcançar outros integrantes e superiores hierárquicos”, concluiu.
As investigações seguem em andamento para identificar e responsabilizar outros envolvidos nos ataques registrados na Grande Terra Vermelha e em regiões adjacentes de Vila Velha.
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