A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), em atuação conjunta entre o Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), a Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM) e a Corregedoria Geral da Polícia Civil (CGPC) da instituição, efetuou, na noite da última quinta-feira (30), a prisão de um policial civil, de 41 anos, e de outro homem, de 52 anos, envolvidos na ocorrência registrada na noite da última quarta-feira (29) em uma distribuidora de bebidas no bairro Jacaraípe, na Serra.
Os detalhes foram repassados durante atendimento, na última sexta-feira (1°), no DEHPP, em Vitória.
De acordo com o chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegado Luiz Gustavo Ximenes, as diligências tiveram início assim que a equipe tomou conhecimento dos fatos. “Desde que tivemos conhecimento das tentativas de homicídio, iniciamos imediatamente o levantamento de informações. O plantão do Departamento de Homicídios, em conjunto com outras equipes, realizou diligências, colheu elementos e representou pelas medidas cautelares cabíveis”, explicou.
O delegado destacou que, após a autorização judicial, foram cumpridos mandados de busca e prisão. “Na residência do policial civil, a abordagem foi tranquila. Ele foi localizado no interior do imóvel e conduzido à delegacia. No local, também foi apreendida uma arma de fogo irregular, sem registro, o que resultou em autuação em flagrante”, afirmou.
Sobre o segundo investigado, Ximenes informou que houve tentativa de fuga. “Ele tentou se evadir ao perceber a chegada das equipes, mas conseguimos realizar o cerco e efetuar a prisão. Segundo as investigações, ele é apontado como o autor dos disparos de arma de fogo”, disse.
Ainda segundo o delegado, as versões apresentadas pelos investigados são contraditórias. “As declarações não são convergentes com outros elementos já colhidos. As investigações seguem para esclarecer a dinâmica dos fatos e a responsabilidade de cada envolvido”, pontuou.
O corregedor-geral da PCES, delegado Diego Yamashita, destacou que o caso também será apurado na esfera administrativa. “A investigação já está em andamento e será submetida ao devido processo disciplinar. Dependendo da gravidade, as sanções podem variar desde advertência até demissão”, informou.
Sobre a situação funcional do policial, Yamashita explicou que medidas já foram adotadas: “Imediatamente após a ocorrência, foi determinada a apreensão da arma funcional e a suspensão do porte de arma. Trata-se de uma medida administrativa de gestão, diante da gravidade dos fatos.”
O corregedor também esclareceu a atuação inicial da autoridade policial de plantão: “Naquele momento, nem todos os elementos estavam disponíveis, como imagens completas e o depoimento da vítima, que estava hospitalizada. Com o avanço das diligências, novos elementos foram reunidos, possibilitando a representação pela prisão.”
A adjunta da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), delegada Fernanda Diniz, ressaltou que as investigações ainda estão em andamento. “As imagens já foram coletadas e estão sendo analisadas. Outras diligências, como oitivas e buscas por novas provas, continuam sendo realizadas para esclarecer completamente os fatos”, relatou.
Segundo ela, a vítima já foi ouvida posteriormente. “A vítima relatou ter sido agredida e apresentou sua versão dos fatos. No entanto, há divergências entre os relatos, o que exige uma análise mais aprofundada de todos os elementos probatórios”, completou.
As investigações seguem em andamento e que outras diligências poderão ser realizadas para o completo esclarecimento do caso.
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