20/05/2020 13h27 - Atualizado em 20/05/2020 15h32

Suspeito de cometer 'estelionato amoroso' é preso por policiais civis em Guarapari

A equipe da Superintendência de Polícia Interestadual e de Capturas (Supic) cumpriu, nessa terça-feira (19), um mandado de prisão preventiva em aberto contra um homem de 27 anos. O detido era investigado pela Delegacia Especializada de Crimes de Defraudações e Falsificações (Defa) por suspeita de aplicar golpes no Estado, entre eles o chamado “estelionato amoroso”.

A ação contou com o apoio do serviço de inteligência da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), que ajudou na localização do suspeito. A prisão foi efetuada em uma residência do bairro Praia do Morro, em Guarapari, onde o suspeito trabalhava como arquiteto. Com ele foi apreendido um cartão em nome de uma das vítimas, relacionado a uma conta bancária aberta em seu nome.

Segundo a titular da Defa, delegada Nicolle Castro, durante as investigações, a equipe constatou que o detido já tinha um mandado de prisão em aberto pela prática de estelionato, expedido pela 2º Vara Criminal de São João Del-Rey, em Minas Gerais (MG).

“Ao identificarmos o mandado de prisão em aberto, trabalhamos em conjunto com o serviço de inteligência da Sesp e com a Supic para cumpri-lo, enquanto finalizamos o inquérito contra os crimes de estelionato cometidos em solo capixaba. Há indícios de que ele teria aplicado o golpe em outras vítimas que ainda serão ouvidas”, explicou a delegada.

Após os procedimentos, o detido foi encaminhado para o Centro de Triagem de Viana (CTV).

Sobre o crime de “estelionato amoroso”

De acordo com Nicolle Castro, a prática conhecida como “estelionato amoroso” é caracterizada pelo envolvimento romântico do criminoso com a vítima, com a finalidade, exclusiva, de enganá-la para receber vantagens econômicas. 

“Aqui no Estado, investigamos o caso de uma vítima que fez uma denúncia afirmando ter conhecido o criminoso por meio de um aplicativo de relacionamento e iniciou um relacionamento romântico no mês de março. Desde então, ele já havia aplicado diversos golpes pedindo dinheiro com promessa de investimentos e sociedade em obras”, afirmou a delegada.

Texto: Fernanda Pontes

 

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