A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha, concluiu o inquérito policial que apurou o homicídio qualificado de Jhonatas dos Santos Almeida, de 20 anos, ocorrido no dia 30 de maio de 2025, no bairro Santa Rita, em Vila Velha. Dos seis identificados como envolvidos no crime, dois deles um homem de 21 e outro de 27 já foram presos.
Conforme apurado pela investigação, o crime teria sido motivado pela mudança de facção criminosa da vítima. Jhonatas integrava o Terceiro Comando Puro (TCP) e passou a fazer parte do Primeiro Comando de Vitória (PCV), assumindo atuação no tráfico de drogas na região do Pingo D’Água, em Santa Rita. A mudança teria gerado desavenças com antigos aliados, que teriam planejado sua execução
Os detalhes da investigação foram divulgados em coletiva de imprensa realizada na tarde dessa terça-feira (26), na Chefatura da Polícia Civil, em Vitória.
O titular da DHPP de Vila Velha, delegado Daniel Fortes, destacou a importância da conclusão do trabalho investigativo e o empenho das equipes envolvidas.
O delegado adjunto da DHPP de Vila Velha, Cleudes Junior, explicou que as investigações tiveram início logo após o crime e possibilitaram a identificação da autoria e da motivação do homicídio.
“Foi um crime praticado em plena luz do dia, em uma avenida bastante movimentada de Santa Rita. A vítima foi surpreendida quando saía da casa da namorada. Os suspeitos já aguardavam no local e realizaram uma emboscada. No momento em que Jhonatas se preparava para subir na motocicleta, foi atingido por diversos disparos de arma de fogo e morreu no local. Ele possuía passagens pelo sistema prisional e, no momento do crime, portava ilegalmente uma pistola calibre.380, além de três carregadores e 40 munições”, detalhou o delegado.
Ainda segundo a investigação, a motivação do crime está relacionada à ruptura da vítima com o grupo criminoso ao qual pertencia anteriormente.
“Em razão dessa dissidência e da filiação a outra facção criminosa, integrantes do grupo anterior determinaram a morte da vítima”, explicou Cleudes.
Com base nas provas reunidas durante a investigação, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva dos seis envolvidos, medida que foi deferida pela Justiça. Dois investigados já foram presos e quatro seguem foragidos.
O inquérito policial foi concluído com a identificação da autoria e da motivação do crime. Todos os investigados foram denunciados pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e respondem à ação penal. As diligências continuam com o objetivo de localizar e prender os quatro foragidos.
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