De acordo com informações prestadas pela vítima, uma mulher de 47 anos, os fatos tiveram início no dia 14 de abril, sendo constatado o descumprimento reiterado das medidas protetivas. Conforme relato, o investigado ignorava as determinações judiciais e, com frequência quase semanal, especialmente aos finais de semana, adentrava a residência sem autorização, tentando impor convivência forçada e acessando cômodos do imóvel, inclusive o quarto da filha menor.
Ainda segundo o relato de vítima à Polícia, em uma das ocorrências mais recentes, o investigado permaneceu na residência durante toda a sua ausência, fato presenciado pelos filhos, tendo havido discussão com um deles na tentativa de retirá-lo do local. Também foi relatado que o suspeito utilizava uma edificação anexa da propriedade rural como local de pernoite.
“A vítima informou, ainda, que vinha sendo alvo de ameaças reiteradas, nas quais o investigado afirmava que ela deveria ‘repensar o divórcio e a medida protetiva’, além de declarar que ‘não tem nada a perder’ e que ‘até pessoas inocentes poderiam morrer’. Em outro episódio considerado grave, o suspeito teria exibido à vítima, em aparelho celular, um vídeo contendo cena de violência, afirmando: ‘é isso que vocês merecem’”, contou o titular da Delegacia de Polícia de Ibitirama, delegado William Cabral Júnior,
Diante da gravidade dos fatos, a Polícia Civil realizou diligências e levantamentos de inteligência que resultaram na localização do investigado em menos de 24 horas após o recebimento do mandado. Ressalta-se que, no dia anterior, o indivíduo havia conseguido se evadir de ação policial, o que demandou nova mobilização da equipe para sua captura.
A ordem judicial foi expedida após representação da autoridade policial, com base em elementos que evidenciaram a gravidade dos fatos, a reiteração delitiva e o risco à integridade da vítima. O investigado se apresentou espontaneamente e, após ser cientificado da ordem judicial, colaborou com a ação policial, não sendo necessário o uso de algemas.
“A pronta resposta estatal demonstra o compromisso dos órgãos da persecução penal com a proteção das vítimas, especialmente nos casos de violência doméstica, sobretudo diante do descumprimento de ordens judiciais e da escalada de ameaças”, disse.
Após os procedimentos de praxe, o conduzido foi encaminhado à 6ª Delegacia Regional de Alegre. Posteriormente, será encaminhado ao sistema prisional.
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