Governo do Estado do Espírito Santo
25/01/2019 17h35 - Atualizado em 21/05/2019 18h04

Polícia Civil apreende quase 1500 comprimidos de ecstasy em Vitória

A equipe do Departamento Especializado em Narcóticos (Denarc) apreendeu 1.421 comprimidos de ecstasy, 1,455kg de maconha e 160g de cocaína. O material estava em uma sala comercial de um edifício no bairro Bento Ferreira, em Vitória. O responsável pelas drogas, R.U.S., de 22 anos, foi preso em flagrante por tráfico de drogas e associação ao tráfico. Os detalhes da operação foram apresentados nesta sexta-feira (25) durante coletiva de imprensa, que ocorreu na Chefatura de Polícia, em Vitória.

“Esta operação representa um forte golpe contra o tráfico de drogas sintéticas. Nós conseguimos apreender uma quantidade expressiva de ecstasy e, assim, impedimos que esses entorpecentes chegassem a ser comercializados. Um dos prováveis destinos dessas drogas seriam as festas que estão acontecendo no município de Guarapari”, afirmou o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda. 

Segundo o titular da 2ª Delegacia de Narcóticos, delegado Diego Bermond, a operação foi realizada nessa segunda-feira (21) e foi desencadeada após uma denúncia anônima. “Em razão disso, nós fomos ao local apurar a denúncia. O suspeito foi abordado enquanto chegava à sala e, prontamente, guiou-nos pelo imóvel. Lá, nós apreendemos os comprimidos de ecstasy, maconha e cocaína. Parte da droga estava acondicionada em latas de doces fechadas com rótulos escritos em holandês. Cada comprimido desse pode ser dividido em três pedaços”, disse. 

Durante a ação também foram encontrados vários aparelhos e materiais para embalar entorpecentes, como máquina de embalar a vácuo e balanças de precisão. “Esse maquinário chamou a nossa atenção, pois são usados para facilitar o acondicionamento e distribuição dos entorpecentes. Isso nos levou a crer que o imóvel funcionava como centro de distribuição de drogas do município de Vitória”, explicou Bermond.

Em depoimento, R.U.S. disse que apenas guardava as drogas. “Alguns suspeitos acreditam que como só estão armazenando o material, haverá alguma diminuição de pena do crime praticado, mas ele é indiciado pelo mesmo crime de tráfico de drogas”, informou o delegado.  

Diego Bermond afirmou ainda que R.U.S. disse que guardava a droga para um comparsa dele. “A princípio ele não quis falar quem seria o comparsa, mas admitiu que tinha uma pessoa que o ajudava a fazer a comercialização da droga. Desde a prisão dele nos estamos investigando para saber quem é o outro suspeito”, disse.

O delegado falou ainda sobre a possibilidade dessa droga ter vindo de fora do País. “Ainda estamos investigando isso e nossa suspeita é de que essa droga tenha sido importada da Alemanha ou Holanda. Se isso for constatado, ele também será indiciado por tráfico internacional”, concluiu.

Durante a coletiva o chefe do Departamento de Laboratório Forense, o perito Fabrício Pelição realizou testes rápidos que atestaram o princípio-ativo do material apreendido.

“Trata-se de ecstasy, uma droga que aumenta a temperatura corporal, em alguns casos, chegando até a 41°C. Isso faz com que muitas pessoas sejam hospitalizadas ou, até mesmo, venham a óbito. As pessoas compram sem saber o que estão usando e não há nenhuma preocupação com o usuário. Os usuários se arriscam consumindo uma substância que não sabem o princípio ativo”, alertou. 

R.U.S. foi autuado por tráfico de drogas e associação ao tráfico e encaminhado ao Centro de Triagem de Viana (CTV).

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Texto: Fernanda Pontes

 

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