A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Superintendência de Polícia Regional Metropolitana (SPRM) e da Divisão de Inteligência da PCES, realizou, neste sábado (17), a sexta fase do Projeto Recupera, iniciativa permanente voltada à recuperação e restituição de aparelhos celulares oriundos de furto, roubo ou perda. Durante a ação, foram recuperados ou apreendidos 104 aparelhos celulares e restituídos 36 celulares às vítimas.
Ao todo, 180 pessoas compareceram às unidades da Polícia Civil após intimações expedidas no âmbito da operação. Nesta etapa, foram emitidas 675 intimações para recuperação de aparelhos e outras 50 intimações destinadas à restituição dos celulares às vítimas. O índice de comparecimento foi de 27%.
Criado em julho de 2024, o Projeto Recupera já ultrapassou a marca de 1,3 mil aparelhos celulares recuperados e restituídos. A iniciativa utiliza tecnologias avançadas de rastreamento, com apoio das operadoras de telefonia e integração entre setores de inteligência e investigação da Polícia Civil.
Além da devolução dos aparelhos às vítimas, o projeto também atua diretamente no enfrentamento ao crime de receptação, identificando pessoas que estejam em posse de aparelhos com restrição de furto, roubo ou extravio.
O delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), Jordano Bruno, destacou que a operação terá continuidade ao longo do ano. “O objetivo é manter essa operação de forma contínua, realizando pelo menos duas ações por mês. Já ultrapassamos a marca de mais de 1,3 mil aparelhos celulares recuperados e restituídos às vítimas. É fundamental que o cidadão que receba uma intimação da Polícia Civil, encaminhada via WhatsApp, compareça à unidade policial para prestar esclarecimentos e realizar a entrega do equipamento. Essa atitude demonstra boa-fé e permite que o aparelho seja restituído à vítima”, afirmou.
O delegado-geral ressaltou ainda que, quando o aparelho é apresentado à Polícia Civil, os dados relacionados ao dispositivo permitem o avanço das investigações. “Quando o cidadão comparece à unidade policial com o aparelho, a Polícia Civil já possui os dados vinculados àquele equipamento. Isso possibilita identificar toda a cadeia de posse do celular e chegar a pessoas eventualmente envolvidas em práticas criminosas”, explicou.
Outro ponto destacado pelo delegado-geral foi a importância do registro correto do boletim de ocorrência, especialmente com a inclusão dos dados vinculados ao aparelho celular. “É muito importante que, ao registrar a ocorrência, a vítima informe corretamente os dados do aparelho, especialmente o número do IMEI e o e-mail vinculado ao dispositivo. É por meio dessas informações que conseguimos, em parceria com as operadoras, rastrear e localizar os aparelhos”, disse.
Jordano também orientou a população sobre como identificar uma intimação verdadeira da Polícia Civil. “As intimações podem ser verificadas diretamente no site da Polícia Civil. O cidadão consegue confirmar a autenticidade do documento utilizando o código disponível na própria intimação. É importante destacar que as intimações são exclusivamente para comparecimento presencial à unidade policial. A Polícia Civil nunca solicita pagamentos, não envia motoristas para recolhimento de aparelhos e não pede dados pessoais ou bancários”, alertou.
Ainda segundo o delegado, a população deve adotar cuidados ao adquirir aparelhos celulares usados. “Antes de comprar um aparelho celular, é fundamental verificar a procedência, solicitar nota fiscal, caixa do equipamento e consultar se há alguma restrição vinculada ao IMEI do aparelho. Hoje, as chances de recuperação desses equipamentos são muito grandes graças aos recursos tecnológicos utilizados pela Polícia Civil em parceria com as operadoras de telefonia”, destacou.
Entre as vítimas que tiveram os aparelhos restituídos está a estudante de Arquivologia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Kassiellen Barreiros, de 20 anos, que teve o celular roubado há dois anos durante um assalto dentro de um ônibus. “Eu achei que fosse golpe quando recebi a mensagem, mas conferi a intimação no site da Polícia Civil e vi que era verdadeira. Eu não esperava mais recuperar o aparelho depois de dois anos. Fiquei muito feliz e muito grata”, contou.
Ela também destacou a importância do registro do boletim de ocorrência: “Se eu não tivesse feito o boletim de ocorrência, teria ficado desamparada. Independentemente do valor do aparelho, ele é fruto do esforço da pessoa. O boletim é muito importante.”
Uma outra vítima, Claudia Pena dos Reis, também recebeu de volta o celular roubado durante um assalto quando seguia para o trabalho. “Eu achei que não fosse encontrar mais o celular. Fiz o boletim de ocorrência na época e agora consegui recuperar. É importante registrar e procurar a Polícia Civil, porque demora, mas consegue”, pontuou.
Já Júlia Pinudo Leão Borges Alves, de 23 anos, moradora de Vitória, teve o aparelho furtado após uma corrida de aplicativo em 2024. “Eu já não tinha mais esperança de recuperar o celular. Quando recebi a mensagem, até desconfiei que fosse golpe, mas fui verificar na delegacia e vi que era verdade. A sensação de receber meu bem de volta é muito boa”, frisou.
A Polícia Civil reforça que vítimas de furto, roubo ou perda de aparelhos celulares devem sempre registrar boletim de ocorrência e informar corretamente os dados do dispositivo, especialmente o número do IMEI, para ampliar as chances de recuperação do bem.
Canais de contato oficiais
Em caso de dúvidas, a PCES orienta que a população busque informações oficiais em suas unidades, acesse o site www.pces.es.gov.br ou entre em contato diretamente com a SPRM, responsável pelo projeto:
Superintendência de Polícia Regional Metropolitana (SPRM)
Telefones: (27) 3198-5869 | (27) 98824-4714
E-mail: sprm@pc.es.gov.br
Endereço: Avenida Nossa Senhora da Penha, nº 2.290, bairro Santa Luíza, Vitória/ES
Atendimento: segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
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