Governo do Estado do Espírito Santo
01/07/2026 17h52

Polícia Civil deflagra Operação ‘Libertar’ contra organização criminosa em Fundão

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia de Polícia (DP) de Fundão, deflagrou, na manhã dessa terça-feira (30), a Operação “Libertar”, com o objetivo de cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes de uma organização criminosa que atua na região de Praia Grande, no município de Fundão. A ação mobilizou cerca de 80 policiais civis, distribuídos em 20 viaturas, e contou com o apoio do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer). Ao todo, foram cumpridos nove mandados de prisão, além de diversos mandados de busca e apreensão.

Os detalhes da operação foram apresentados durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (1º), na Chefatura da Polícia Civil, em Vitória.

O delegado-geral da PCES, Jordano Bruno, destacou que a operação integra a estratégia institucional de enfrentamento às organizações criminosas que tentam estabelecer domínio territorial em comunidades capixabas.

“Nos últimos 14 meses, as investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Fundão já resultaram em 54 prisões de integrantes da organização criminosa, número que chegou a 63 com as prisões realizadas nesta operação. O objetivo é retirar esses criminosos de circulação e devolver à população a sensação de segurança e pertencimento. A Polícia Civil continuará atuando de forma integrada com a Polícia Militar, Notaer, Polícia Penal, Polícia Científica e demais forças de segurança para impedir o avanço dessas organizações criminosas no Espírito Santo", destacou.

O piloto do Notaer, tenente-coronel Pinheiro, explicou que a aeronave da unidade foi empregada para garantir maior segurança durante a operação.

"O Notaer atuou utilizando recursos de imageador aéreo, proporcionando vigilância e ampliando a consciência situacional das equipes em solo, garantindo mais segurança aos policiais e contribuindo para o sucesso da operação", explicou.

O titular da Delegacia de Polícia (DP) de Fundão, delegado Leandro Sperandio, destacou que a operação é resultado de um trabalho investigativo contínuo desenvolvido na região.

"Há cerca de 14 meses iniciamos uma série de operações em Fundão voltadas ao enfrentamento dessa organização criminosa. Conseguimos reduzir drasticamente os índices de homicídios no município e agora avançamos para impedir que esses grupos consolidem o domínio territorial e imponham regras à comunidade", disse.

Segundo o delegado, as investigações identificaram que o grupo criminoso tentava controlar a região, mais precisamente no bairro Direção, por meio da venda de drogas, pichações indicando domínio territorial, intimidação de moradores, expulsão de residentes e obstrução de vias públicas.

As investigações apontam que o grupo que se autodenomina "Tropa da Finlândia" tem vínculo com a facção criminosa Comando Vermelho. De acordo com a investigação, a associação com a facção proporciona suporte e financiamento de armas, fornecimento de drogas, e também na estrutura de divisão de tarefas, fortalecendo a atuação criminosa na região.

Entre os presos está um dos principais gerentes da organização criminosa na localidade. O líder do grupo juntamente com mais quatro investigados, seguem foragidos e continuam sendo alvo das diligências policiais.

De acordo com o delegado Leandro Sperandio, vários dos investigados possuem extenso histórico criminal, respondendo por homicídios e outros crimes graves.

“Alguns deles já haviam sido presos anteriormente durante a Operação Carga Pesada, voltada ao combate ao roubo de cargas, o que evidencia o trabalho contínuo das forças de segurança na identificação, prisão e responsabilização de criminosos de alta periculosidade”, informou Sperandio.

Os nove investigados presos durante a ação foram conduzidos à unidade policial para os procedimentos de praxe e, posteriormente, encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça.

“A Operação ‘Libertar’ terá novas fases, com o objetivo de localizar os foragidos e identificar outros integrantes da organização que possam tentar ocupar os espaços deixados pelos investigados presos”, pontuou o delegado.

 

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