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PCES prende suspeito de latrocínio de dona de bar em Vila Velha

Publicado em: 04/11/2026 11h06 - Atualizado em: 04/11/2026 11h06
PCES prende suspeito de latrocínio de dona de bar em Vila Velha

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), prendeu, no dia 19 de outubro, um homem, de 34 anos, suspeito de envolvimento no latrocínio de Idalete Pereira Figueiredo, de 58 anos, ocorrido no dia 7 de junho de 2026, no estabelecimento conhecido como “Bar da Loira”, no bairro Itapuã, em Vila Velha. A prisão foi realizada em Belo Horizonte, em Minas Gerais, com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).

Outros detalhes da investigação foram divulgados na última quarta-feira (28), na Chefatura da Polícia Civil, em Vitória.

De acordo com as investigações, Idalete foi morta a facadas dentro do próprio estabelecimento. A vítima era proprietária do bar e dormia em um cômodo nos fundos do imóvel. Na ocasião, foram subtraídos pertences pessoais, dinheiro e mercadorias do estabelecimento.

Segundo o chefe do Deic, delegado Gabriel Monteiro, o suspeito trabalhava ocasionalmente no local, como freelancer, e era uma pessoa de confiança da vítima.

Testemunhas relataram à polícia que, no dia do crime, o homem estava muito nervoso e disse que estava sem celular. A investigação apontou que ele havia solicitado uma antecipação de pagamento à comerciante, que teria negado o pedido.

“Durante as investigações, descobrimos que ele estava brigando com a dona, pedindo antecipação de pagamento, pois ele tinha que recuperar o celular na boca de fumo”, explicou o delegado.

Ainda segundo o delegado Gabriel Monteiro, as investigações apontaram que o crime foi premeditado. Imagens de videomonitoramento mostram o suspeito ajudando Idalete a organizar o bar. Ele também tinha o hábito de dormir no estabelecimento, pois começaria a trabalhar bem cedo.

“Ele, de forma premeditada, preparou toda a cena do crime, fechando o estabelecimento junto com a vítima e desligando o circuito interno de videomonitoramento”, detalhou o delegado.

“Ele tinha esse hábito de, às vezes, dormir lá também, porque, como ele era freelancer, no outro dia já acordava trabalhando”.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito desligou o circuito interno de videomonitoramento, acreditando que as imagens não seriam gravadas. No entanto, a equipe de investigação conseguiu obter registros de uma câmera externa, voltada para a rua, que mostram o homem saindo do bar por volta das 2h30, com uma mochila que pertencia à vítima.

Durante as diligências, os policiais localizaram uma peça de roupa com marcas de sangue em um endereço apontado como pertencente ao suspeito. Segundo a corporação, a análise pericial confirmou que o perfil genético encontrado era compatível com o da vítima.

Após o crime, o suspeito deixou o Espírito Santo e passou a ser procurado pela Polícia Civil. A investigação prosseguiu por cerca de quatro meses, até que ele foi localizado em Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Diante dos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado. Ele foi preso no dia 19 de outubro, com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais. Segundo a corporação, o homem não resistiu à prisão, mas negou participação no crime.

“Ele se valeu da confiança, da amizade que ele tinha com essa dona do bar, para esfaqueá-la no meio da madrugada”, lamentou o delegado Gabriel Monteiro.

Idalete foi encontrada morta por uma funcionária do estabelecimento, após não atender às ligações e não abrir o comércio.

Na ocasião, a mulher relatou à polícia que tentou entrar em contato com a proprietária durante todo o domingo, mas não obteve resposta. Ao anoitecer, decidiu ir até o bar.

A porta de aço do estabelecimento estava fechada, mas não trancada. Ao entrar no imóvel e seguir até os fundos, a funcionária encontrou o corpo da vítima com marcas de facadas. A arma utilizada no crime foi deixada sobre o corpo, conforme informações da Polícia Civil.

 

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